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Pompeo insta Maduro a deixar o poder após negar ação dos EUA para destituí-lo

(Arquivo) O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. maio 2020 - 20:11
(AFP)

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, instou nesta quinta-feira (7) o presidente Nicolás Maduro a deixar o poder a fim de "restaurar a democracia" na Venezuela, após negar que o governo dos EUA tenha tentado derrubá-lo nos últimos dias.

Maduro, cuja saída é incentivada por Washington há mais de um ano, já que os EUA consideram sua reeleição fraudulenta, denunciou na segunda-feira que o governo do presidente Donald Trump estava por trás de uma suposta incursão marítima lançada por "mercenários" que planejavam tirá-lo do poder.

Cerca de vinte pessoas foram presas no âmbito da suposta operação, incluindo dois homens identificados como cidadãos americanos, que seriam "membros da segurança" de Trump, segundo Maduro.

Em entrevista a uma rádio, Pompeo reiterou nesta quinta que Washington nega qualquer participação na suposta operação.

Ele, no entanto, insistiu na saída de Maduro.

"Essa operação dos últimos dias não foi um esforço americano, mas acreditamos que Maduro deve sair", disse o secretário de Estado ao programa de entrevistas do apresentador Chris Stigall.

Pompeo lembrou que Maduro foi acusado de "narcoterrorismo" pelos Estados Unidos e o culpou pelos milhões de venezuelanos que deixaram o país de origem nos últimos anos.

A Venezuela, que já foi uma potência do petróleo, sofreu um forte impacto econômico desde que Maduro assumiu o poder em 2013, o que fez o país registrar o êxodo de mais de cinco milhões de pessoas, segundo a ONU.

"Ele é alguém que causou grandes estragos à Venezuela", disse Pompeo sobre Maduro.

"Que calamidade esse socialismo trouxe para uma nação que já foi rica! Queremos tentar restaurar essa democracia para o povo venezuelano. Com certeza é importante para eles, e isso também aumentará a segurança dos Estados Unidos", acrescentou.

Desde o final de março, o Departamento de Estado americano oferece uma recompensa de até US$ 15 milhões por informações que levem à prisão de Maduro, acusado pela Justiça americana de usar a cocaína "como arma" contra os Estados Unidos nas últimas duas décadas.

O governo Trump, que considera Maduro um ditador e atribui a ele um histórico de ampla corrupção e sérias violações aos direitos humanos, estabeleceu uma série de sanções para suscitar mudanças na Venezuela.

Porém, Maduro permanece no cargo com o apoio das forças de segurança do país e de Cuba, além de China e Rússia.

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