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Protesto em praia mexicana onde banhistas foram agredidos por não consumirem nas barracas

Este conteúdo foi publicado em 23. fevereiro 2020 - 21:30
(AFP)

Cerca de mil pessoas participaram de um piquenique no domingo na turística Playa del Carmen, no México, para protestar contra a agressão e prisão de dois turistas na semana passada.

Os manifestantes ocuparam uma área em frente ao clube "Mamita's Beach", um local frequentado por turistas estrangeiros, e um dos principais pontos da praia.

O protesto foi convocado pelas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que policiais agrediram e prenderam um casal que frequentava o local, mas que não estava consumindo nenhum produto oferecido pelas barracas da área.

"Nasci e cresci aqui e uma vez fui expulsa desta praia com minha família", disse à AFP Martha Enriquez, 60 anos, da cidade vizinha de Puerto Morelos.

"Estamos aqui para dizer que essas belezas também são nossas, dos nossos filhos e netos", acrescentou.

Com cartazes e uma bandeira mexicana, um grupo de pessoas gritou que as praias também são para os habitantes locais e que sua permanência não pode ser condicionada ao consumo de produtos.

Após o ataque aos banhistas, o clube da praia pediu desculpas públicas e atribuiu o conflito ao casal que se recusou a se retirar de um corredor de serviço.

Posteriormente, a empresa afirmou que nenhuma ação ilegal foi tomada, uma vez que a empresa possui uma concessão.

As leis mexicanas estipulam que o acesso às praias não pode ser inibido ou restrito, exceto quando se trabalha com o cuidado e a conservação delas.

Playa del Carmen é um dos principais pontos turísticos do Caribe mexicano, além de Cancun, e é um local frequentado por turistas de várias partes do mundo.

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