Navigation

Unicef faz pedido recorde de auxílio diante de situação inédita na América Latina

Menina assiste aula online em celular, em 25 de agosto de 2020, no açougue de sua mãe em Xochimilco, um município da Cidade do México afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 03. dezembro 2020 - 22:52
(AFP)

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) solicitou ajuda de 500 milhões de dólares para a América Latina e o Caribe, um pedido histórico para uma região onde nunca antes tantos milhões de crianças foram "afetadas simultaneamente".

"A Unicef está buscando urgentemente mais de 500 milhões de dólares para fornecer assistência vital a 17,4 milhões de pessoas, incluindo 11,7 milhões de crianças e adolescentes na América Latina e no Caribe no próximo ano", anunciou a agência das Nações Unidas.

É "o maior pedido regional para fundos de emergência em sua história", acrescentou a Unicef em um comunicado de sua sede regional no Panamá.

A nota alerta que, na América Latina e no Caribe, ao menos 23,4 milhões de crianças precisam de assistência humanitária, mais do que o triplo do número do ano anterior.

Esse aumento se deve em grande parte aos impactos devastadores da pandemia da covid-19, ao aumento dos fluxos de migração e dos desastres naturais extremos potencializados pelas mudanças climáticas, como furacões e secas.

"A região é hoje mais desigual e mais perigosa para as crianças do que há um ano. Nunca antes tantas crianças foram afetadas simultaneamente por múltiplas emergências em tantos países", ressaltou Jean Gough, diretor regional da Unicef para as Américas Latina e Caribe.

A Unicef acrescentou que o impacto econômico da pandemia colocou milhões de famílias e seus filhos na pobreza.

Estima-se que no próximo ano 4,3 milhões de crianças venezuelanas nos países que as refugiaram e outras 6,8 milhões de crianças migrantes no México e na América Central precisarão de ajuda humanitária, alertou a agência.

A declaração também destacou que a Unicef atende atualmente a mais de 646.000 pessoas nas áreas mais afetadas de Belize, Guatemala, Honduras e Nicarágua pelos ciclones Eta e Iota.

Partilhar este artigo