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Uribe 'quase certamente negociou com paramilitares', segundo inteligência dos EUA

O ex-presidente colombiano Álvaro Uribe é acusado de envolvimento com grupo paramilitar durante seu governo afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 31. agosto 2020 - 20:31
(AFP)

O ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, hoje em prisão domiciliar, "quase certamente negociou com paramilitares" quando era governador do departamento de Antioquia, segundo telegramas da inteligência dos Estados Unidos expostos pela organização Nacional Security Archives em Washington.

O grupo de pesquisa da George Washington University divulgou nesta segunda-feira (31) uma comunicação entre o então secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, e um funcionário do Pentágono. O homem conta ao chefe que “Uribe quase certamente teve relações com os paramilitares quando era governador de Antioquia, isso acompanha o trabalho”.

Uribe, o primeiro ex-presidente do país a ser preso, está sendo investigado por suposta manipulação de testemunhas depois que um parlamentar da Colômbia contatou ex-paramilitares presos pedindo a eles que ligassem Uribe a essas facções.

As Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) - grupo paramilitar que se desmobilizou durante o governo Uribe - são acusadas de crimes hediondos durante o longo conflito colombiano.

Outro telegrama de 1997 da embaixada dos EUA em Bogotá resume uma conversa com o político colombiano Jorge Albeiro Valencia Cardona. O legislador descreveu uma "rede de vínculos entre o governador (Uribe), os latifundiários, os paramilitares e a guerrilha". Segundo o relato, os paramilitares se referiram a Uribe como "o velho".

O partido de Uribe, o Centro Democrático, negou a denúncia e disse que as únicas "relações" que Uribe manteve com os paramilitares foi colocá-los na prisão, e ressaltou que durante sua gestão 35 mil membros do grupo foram desmobilizados.

Uribe estabeleceu um forte vínculo com os Estados Unidos durante sua administração, a partir do Plano Colômbia, assinado por seu antecessor Andrés Pastrana.

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