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Vacinação reduz significativamente hospitalizações na Escócia, diz estudo

Homem recebe dose da vacina contra covid-19 no NHS Louisa Jordan Hospital, em Glasgow, Escócia, em 10 de fevereiro de 2021 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 22. fevereiro 2021 - 22:23
(AFP)

As vacinas contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech e da Oxford/AstraZeneca administradas na Escócia reduziram de forma significativa as hospitalizações pela doença nessa nação do Reino Unido, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira (22).

Conduzido pela Universidade de Edimburgo, o estudo indica que quatro semanas após a aplicação da primeira dose, a probabilidade de internação diminui em 85% no caso da vacina da Pfizer e 94% no da AstraZeneca, em comparação com pessoas que não foram vacinadas.

Os resultados preliminares para ambas as vacinas também mostram uma redução de 81% nas admissões hospitalares entre aqueles com mais de 80 anos de idade.

"Esses resultados são encorajadores e nos dão boas razões para ficar otimistas sobre o futuro", afirmou o professor Aziz Sheikh, da Universidade de Edimburgo, em um comunicado.

"Agora temos evidências (...) de que a vacinação fornece proteção contra hospitalizações pela covid-19", acrescentou Sheikh, que pediu que o fornecimento da primeira dose no mundo fosse acelerado "para derrotar essa terrível doença".

A Escócia, assim como os outros territórios britânicos, começou seu processo de imunização no início de dezembro e fez dele o eixo central de sua luta contra a pandemia.

Entre 8 de dezembro e 15 de fevereiro, período analisado pelo estudo, foram injetadas 1,14 milhão de doses (650 mil da Pfizer e 490 mil da AstraZeneca), ou seja, 21% da população escocesa recebeu pelo menos a primeira injeção.

Mais de 17,7 milhões de pessoas, entre eles maiores de 70 anos e profissionais de saúde, receberam a primeira dose no Reino Unido, onde as autoridades prorrogaram para 12 semanas o prazo para fornecer a segunda.

Embora os resultados da pesquisa na Escócia sejam "extremamente promissores", o presidente da Sociedade Britânica de Imunologia, Arne Akbar, lembrou que é necessário "saber quanto tempo vai durar a proteção oferecida por uma dose da vacina".

"São necessários estudos complementares", afirmou em nota divulgada pelo portal Science Media Centre.

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