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Cultura como instrumento da diplomacia

Marco Cameroni fala da abertura da exposição, ao lado de Pierre Casé (ao centro) e Marco D'Anna. swissinfo.ch

Marco Cameroni, Cônsul-geral da Suíça em Milão, fala da exposição e das relações com a Itália.

Este conteúdo foi publicado em 11. abril 2004 - 20:40

O que significa esta exposição para as relações entre a Itália e a Suíça?

Marco Cameroni: Estou convencido que a cultura é um dos principais, senão o principal instrumento, o mais eficaz...e entao, se torna um instrumento de política externa muito interessante.

E como se tratam de dois artistas suíços, que expuseram e trabalharam juntos na Itália, no ano passado... aqui em Veneza, de qualquer forma completam uma viagem italo-suíça...e sai desta aventura uma contribuição de grande interesse à relação entre os dois países que, de qualquer forma, são antigas, estreitas, mas que devemos sempre tentar consolidar e isso se faz muito bem com as atividades culturais...

Como nasceu este projeto?

MC: O projeto nasceu de uma mostra que Pierre Casé fez em Milão no ano passado e depois em Genova. Ambas tiveram muito sucesso. Então é o regresso de um grande artista helvético que foi seguido constantemente do fotógrafo, passo a passo, como uma sombra, não o há abandonado nunca, tirando milhares de fotografias. Saindo do campo da fotoreportagem, ao contrário, entrando no campo humano e artístico. Com as suas fotos, Marco D’Anna documenta o artista e o homem, entra na sua alma, vê e explora o seu campo criativo.

Foi necessário um trabalho de diplomacia para convencer Pierre Casé a aceitar o projeto?

MC: Este nao foi um papel que coube a mim. Pierre diz sempre que tinha receios, temores...porque é uma pessoa discreta e que, sobretudo quando entra na fase da inspiraçao do trabalho, precisa de tranquilidade, eu diria até de solidão, no seu atelier. E ao final aceitou com muita perplexidade e notou que Marco D’Anna não era um fotógrafo invasor, não era um elemento que disturbava a criação, mas acima de tudo uma pessoa de grande discreção que conseguiu segui-lo por toda parte, sem nunca ser inconveniente.

Guilherme Aquino, Veneza

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