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Fotos alpinas entram na web

Foto do alpinista Rolf Deist e carregadores Sherpas na subida ao Everest em 1956 (foto: Museu Alpino). Dölf Reist

Dentro das comemorações do centenário, o Museu Alpino Suíço em Berna apresenta na Internet uma impressionante coleção de fotografias alpinas.

160 mil fotos do arquivo retratam perigosas escaladas, povos das montanhas e as mudanças dramáticas vividas no alpinismo nos últimos cento e cinqüenta anos.

160 mil fotografias do arquivo retratam perigosas escaladas, povos das montanhas e as mudanças dramáticas vividas no alpinismo nos últimos cento e cinqüenta anos.

A coleção inclui exemplares raros datando do inicio da fotografia de montanha – por volta de 1860 – assim como fotos contemporâneas.

“É impressionante quando você pensa no esforço feito pelas pessoas no passado apenas para fotografar”, declara o diretor do museu Urs Kneubühl. “Alguns desses profissionais chegavam a organizar expedições apenas para tirar duas ou três fotos”.

Atualmente o arquivo digital disponibiliza somente 400 imagens, todas originárias do acervo particular do legendário alpinista suíço e fotógrafo Dölf Reist, falecido em 2000. Porém esse é apenas o primeiro passo para colocar à disposição do público um número ainda maior de fotos, que compõe uma coleção de importância mundial.

Everest

O grande destaque da coleção online de fotos é seguramente aquela que documenta as primeiras escaladas de suíços ao monte Everest em 1956 – a segunda e terceira da história.

Além da primeira fotografia convincente de um homem posando no topo da maior montanha do mundo, a coleção também exibe amáveis ilustrações dos aldeões nepaleses encontrados ao longo do caminho.

Reist capturou rostos seguros, porém inocentes, de pessoas que já estavam acostumadas a presença de grupos de montanhistas, mas também despreparadas para o assalto de estrangeiros nos seus povoados.

As imagens detalham também os primeiros vôos de balões de ar quente sobre os Alpes, realizados pelo alpinista com o colega Jürg Marmet, dois anos depois que de conquistarem o Everest.

Explosão do turismo

Enquanto o montanhismo é o foco das imagens dos anos 60, o fotógrafo de Berna treina também suas lentes para o início do turismo de massa nos Alpes suíços.

De uma certa ótima , essa “explosão” chamou mais a atenção do que a próprias explorações dos montanhistas que já haviam conquistados as mais perigosas rotas alpinas.

Em uma foto, Reist concentra-se não no risco tomado por alpinistas que escalam a arriscada face norte do Eiger (3970 metros), mas nos grupo de turistas que os observa.

À primeira vista o que parece um trabalho de arte abstrata se descobre como caminhos estreitos que cortam as montanhas.

A imagem homenageia os esforços suíços de conquistas os Alpes através do asfalto ao invés de picaretas, algo considerado como um grande feito no período posterior à guerra.

Globetrotter

As escaladas realizadas por Reist nos quatro cantos do planeta e suas imagens revelam um fotógrafo que respeitava os povos locais encontrados durante as expedições.

A curadora Susanne Grieder afirma que o museu continuará a incluir mais fotos na sua coleção online. O objetivo é dar um panorama variado da história da fotografia alpina.

Atualmente algumas delas estão expostas no museu em Berna. Dentre elas destacam-se as das primeiras mulheres alpinistas, no século XIX, que subiam as montanhas vestidas a rigor e posavam ao lado de mulas.

Robert Bösch e Thomas Ulrich são os fotógrafos mais contemporâneos a incluir suas obras na coleção do museu: as fotos de Bösch ilustram centenas de calendários e os livros de Ulrich documentam suas famosas aventuras extremas. Em 2003, ele e um alpinista norueguês foram os primeiros a cruzar as geleiras da Patagônia sem assistência. O ensaio fotográfico foi publicado posteriormente na conhecida revista National Geographic.

swissinfo, Dale Bechtel
traduzido por Alexander Thoele

O Museu Alpino em Berna tem no seu acervo mais de 160 mil fotos. Seus funcionários começaram agora a digitalizar o material e disponibilizá-lo na Internet.
Algumas das fotos fazem parte da mais recente exposição temporária – “Um Instantâneo da Eternidade” – onde são exibidas fotos de montanha de 1860 até os dias de hoje.

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