Szeemann em seus tempos de estudante, retratado por um dos grandes mestres da fotografia suíça, Kurt Blum. Berna, 1956. (Kurt Blum/Fotostiftung Schweiz)
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Uma visitante tenta entender uma das obras expostas em "Quando atitudes tornam-se forma". A reação dos cidadãos de Berna não foi exatamente calorosa, e acabou forçando a demissão de Szeemann da Kunsthalle assim que a exposição terminou.
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Mesmo assim, alguns espectadores se divertiram bastante. Berna, 20 de março de 1969. (Keystone)
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As exposições de Szeemann implodiram os limites não só entre arte e cultura popular, mas também entre arte e artesanato ou outros campos do conhecimento. O público reagiu com uma mistura de choque, perplexidade, e diversão. Hoje em dia, virou o 'mainstream'. (ETH-Bibliothek Zürich, Bildarchiv)
ETH-Bibliothek Zürich, Bildarchiv / Fotograf: Comet Photo AG (Zürich) / Com_L18-0151-0001-0007 / CC BY-SA 4.0
'Bern Depression', de Michael Heizer, parte de "Quando atitudes tornam-se forma", quebrou a calçada em frente à Kunsthalle, e não ajudou muito a enternecer os cidadãos de Berna com o trabalho de Szeemann. (ETH-Bibliothek Zürich, Bildarchiv)
ETH-Bibliothek Zürich, Bildarchiv / Fotograf: Comet Photo AG (Zürich) / Com_L18-0151-0002-0001 / CC BY-SA 4.0
Na noite de 25 de março de 1969, ao lado da Kunsthalle de Berna, apareceu uma pilha de esterco com um volume de cerca de um metro cúbico empilhada nos degraus que levavam ao prédio. A intervenção de um grupo de jovens de Bernese foi um presente para a exposição "When Attitudes Become Form". Um cartaz explicava o contexto desta obra de arte chamada 'Mistificatio' ('Mist' é estrume em alemão) ou "Dung Memorial" (Memorial do Estrume), e de sua criação: "este estrume é real, o chamado memorial do esterco, material: sterquilinium vulgare, aproximação em quatro dimensões: arte cheirosa. Um obra de arte só é total quando se é total". (Keystone)
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Arte também pode ser interativa e divertida. Colaboração de Walter de Maria para "Quando atitudes tornam-se forma", 1969. (ETH-Bibliothek Zürich, Bildarchiv)
ETH-Bibliothek Zürich, Bildarchiv / Fotograf: Comet Photo AG (Zürich) / Com_L18-0151-0001-0002 / CC BY-SA 4.0
Em 7 de dezembro de 1968, os artistas berneses Herbert Distel, Markus Raetz e Jean-Frédéric Schnyder (a partir da esq.) - fiéis colaboradores de Szeemann - desafiaram o povo de Berna a decorar-se com rótulos explicativos na exposição de Natal da Kunsthalle Bern, transformando todos os visitantes em obras de arte. (Joe Widmer/Photopress-Archiv)
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Instalação exibida na exposição ora em cartaz "Harald Szeemann: Museu das Obsessões" na Kunsthalle Bern, até 2 de setembro de 2018 (Gunnar Meier)
Gunnar Meier
"Harald Szeemann: Museum der Obsessionen" é uma exposição documental que cobre a carreira curatorial de Szeemann, organizada pelo Getty Research Institute (Los Angeles) e a Kunsthalle Bern. Na imagem: mural com os pôsters de quase todas as exposições curadas por Szeemann. (Gunnar Meier)
Gunnar Meier
Durante o tempo de Harald Szeemann como diretor da Kunsthalle Bern (1961-69), a cidade se tornou um imã para artistas radicais, pensadores e boêmios. Este período atingiu o seu pico, e seu fim, com a exposição-marco “Quando as atitudes se tornam forma”, em 1969. O show foi a primeira grande exposição da arte conceitual. O trabalho de Szeemann também rompeu com a forma tradicional como as exposições eram montadas (onde o artista, ou grupo de artistas, era o centro das atenções), e deu origem à figura do curador como a conhecemos hoje: alguém que pensa uma exposição seguindo um conceito, um tema ou programa, ao qual artistas, e também não artistas, se encaixam.
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