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« A Suíça é uma boa vitrine »

Leandro em ação no Young Boys, de Berna. Keystone

A Suíça é um país ideal para aprender como é a vida na Europa. estima Leandro Fonseca, ex-Coritiba e ex-FV Ulm, ex-Neuchâtel Xamax e atualmente no Young Boys, de Berna, capital suíça.

A opinião é de Leandro Fonseca, ex-Coritiba e ex-FV Ulm, ex-Neuchâtel Xamax e atualmente no Young Boys, de Berna, capital suíça.

Leandro Fonseca, 27 anos, é natural de Jaboticabal, estado de São Paulo. Começou sua vida profissional no Matsubara (estado do Paraná), e veio parar no FC St. Gallen – nordeste suíço – seis anos atrás.

Jogou em equipes de primeiro e mesmo de segundo plano – como Wil e Yverdon que ajudou a subir à primeira divisão – e passou dois anos em FV Ulm (Alemanha). No ano passado, não resistiu convite para disputar pelo Coritiba o campeonato brasileiro.

De volta à Suíça tinha contrato com o Lausanne. O clube estava em situação financeira extremamente difícil e não dispondo de garantia financeira foi relegado à segunda divisão. Leandro foi emprestado ao Xamax por um ano e agora está no Young Boys FC, de Berna, capital suíça.

Barreiras

Quando veio para a Suíça, Leandro ignorava tudo do futebol suíço. Mal sabia nomes de duas equipes – o de Sion e e o de Servette, de Genebra. Mesmo assim, porque tinha conhecido jogadores brasileiros que atuaram nos dois clubes.

Foi difícil o começo para o jaboticabalense : “A comida, os hábitos são diferentes e o frio é detestável”. E tudo fica mais complicado quando não se fala a língua. O dialeto alemão, falado em dois terços do país o assustou: “É menos acessível para nós que o francês”, língua que o jogador domina bem atualmente.

Vitrine

Acha, porém, que o esforço pode compensar, até porque a Suíça “é uma vitrine”, um país ideal para começar a aprender como é a vida na Europa.

Constata que o futebol do país é muito físico, a exemplo do que se verifica em outros campeonatos europeus. Para os jogadores que atuam bem, as portas estão sempre abertas. E lembra que “todos os países vêm buscar jogadores aqui”, citando os casos de dois craques, Elber (Bayern Munique) e Anderson (Lyon).

Então dependeriam muito do jogador as chances de transferir-se a clubes europeus prestigiosos.

Vantagens

As dificuldades iniciais, a necessidade de adaptar-se aos costumes e ao rigor europeus, teriam compensações: os dirigentes do país são “corretos”, lembra Leandro: “O que têm que falar, falam na cara e não nas costas”. Outras vantagens que aponta são boas estruturas dos clubes, “que dispõem de 3 a 4 campos de treinos, material bom e tratam as pessoas com respeito”.

São muito exigentes, realça ainda Leandro. É o preço a pagar. Mas uma vez que ele fincou pé na Suíça gostou da tranqüilidade: “Agora se tivesse outra proposta para voltar, ficaria por aqui mesmo”.

swissinfo/J.Gabriel Barbosa

– Nome : Leando Fonseca

– Data de nascimento : 14.02.1975

– Clube de formação : Masubara

– Clube atual : Young Boys, de Berna (capital suíça).

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