Advogados querem mais dinheiro
Dois dos quatro advogados que defenderam as causas das vítimas do nazismo contra os bancos suíços discordam dos honorários. 4 anos atrás, os bancos suíços pagaram US 1,25 bilhão para não serem processados.
Os honorários foram determinados por um juiz de Nova York mas o mais famoso dos advogados, Ed Fagan, quer mais que os 300 mil dólares.
Em agosto de 1988, após dois anos de intensa campanha na imprensa, os dois maiores bancos suíços (UBS e CS) concordaram em pagar 2 bilhões de francos suíços (1,25 bilhão de dólares) de indenização para não serem processados na justiça dos Estados Unidos.
US 800 milhões pelas contas inativas
O montante, relativo às contas inativas em bancos suíços desde a Segunda Guerra Mundial, foi destinado às famílias das vítimas do nazismo que entraram com processo na justiça americana por intermédio de três grandes escritórios de advocacia.
A administração e distribuição das indenizações ficou a cargo do juiz Edward Korman, de Nova York. US 800 milhões foram distribuidos às famílias de vítimas que tinham contas em bancos suíços e que morreram em campos de concentração ou de extermínio na Alemanha.
Descendentes de pessoas que efetuaram trabalhos forçados, de refugiados rejeitados na fronteira suíça e de ciganos também receberam pequenas indenizações.
Dois rejeitam
Segunda-feira, 24/9, o juiz Korman determinou os honorários dos advogados e dois deles declararam que não concordam com as somas propostas. Ed Fagan, o mais contraditório deles, rejeitou os US 300 mil propostos pelo juiz Korman.
Robert Swift também discorda do pagamento de US 1,25 milhão. Swift e Fagan têm encontro marcado esta semana para discutir a questão com o juiz Korman.
O escritório Burgner & Montagne recebeu US 1,1 milhão e não reclamou.
O quarto escritório que atuou no caso, Lieff,Cabraser, Heimann & Bernstein recebeu US 1,6 milhão e não reclamou. Anunciaram ainda que US 1,5 milhão serão doados à universidade Colúmbia, em Nova York, para criar uma cadeira de direitos humanos.
Um cidadão suíço, Christoph Meili, que trabalhava no UBS de Zurique e recuperou documentos destinados à destruição, vai receber US 1 milhão.
swissinfo com agências
– 1998: UBS e CS aceitam pagar US 1,25 bilhão
– Juiz Korman adminstra indenizações
– US 800 milhões vão para descentes de contas inativas
– Descendentes de outras vítimas também são indenizados
– setembro de 2002: dois advogados rejeitam honorários
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