Bancos suíços de novo na berlinda
Tribunal arbitral encarregado de repartir somas das contas inativas de vítimas do holocausto acusa os bancos de desinformação após a 2a. Guerra. E juiz norte-americano volta à carga.
Em seu site internet, o tribunal especial – Claims Resolution Tribunal, CRT – sediado em Zurique, acusa bancos suíços de terem praticado deliberadamente a desinformação em relação às vítimas do nazismo após a Segunda Guerra Mundial.
Korman está de volta
A imprensa suíça do fim de semana repercute essas críticas.
Segundo o jornal de Zurique, “NZZ am Sonntag”, o juiz norte-americano Edward Korman – o mesmo que assinou o acordo de indenização entre comunidades judaicas e os bancos suíços (de 1,25 bilhões de dólares) – teria declarado ao CRT que “os bancos suíços recusaram publicar todas as contas inativas e todos os documentos aferentes”.
Os bancos teriam até destruídos provas que poderiam confirmar as conclusões do Relatório Bergier.
800 milhões para contas inativas
(A Comissão Bergier, reunindo 8 historiadores, publicou em março, após 5 anos de investigação sobre o papel da Suíça durante o período nazista. Concluiu que o País – incluindo governo e parte das empresas – colaborou com o regime alemão. Denunciou também restituição tardia de bens espoliados às vítimas).
O tribunal arbitral reorganiza-se em função das conclusões do Relatório (do historiador suíço, Jean-François) Bergier.
O plano de repartição prevê 800 milhões de dólares para atender a reivindicações relacionadas com contas inativas.
O restante deve beneficiar ex-refugiados, trabalhadores forçados e outras vítimas do regime de Hitler.
Bancos protestam
O porta-voz dos banqueiros suíços, Thomas Suter, citado pelo “NZZ am Sonntag”, rejeita as críticas, garantindo que os bancos não destruíram nem esconderam documentos”.
E lembra: “Ao contrário, os bancos suíços – Credit Suisse e UBS – se submeteram à investigação da Comissão Volker.
(Há 3 anos, a Comissão havia identificado 36 000 contas inativas que podiam pertencer a vítimas do nazismo).
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