Corrupção grave: 600 milhões desviados
O empresário russo, Bóris Berezovski e dois ex-executivos da Aeroflot são acusados de desvio de 600 milhões de dólares através de firmas instaladas na Suíça. É o que revela decisão do Supremo Tribunal suíço. A soma avançada antes era de 250 milhões.
O caso de desvio de fundos em detrimento da empresa aérea russa, Aeroflot, assume dimensão maior com revelação do Supremo Tribunal suíço de que as somas chegam a 600 milhões de dólares e não a 200 ou 250 milhões como se afirmava nas últimas semanas. O Tribunal examinava recursos contra ajuda judiciária que a Suíça fornece à Rússia na tentativa de destrinchar esse escândalo. A investigação russa envolve principalmente o empresário russo, Bóris Berezóvski e dois ex-executivos da Aeroflot, Nikolai Glushkov e Aleksander Karsneker.
O dinheiro teria sido primeiro desviado para duas empresas da cidade suíça de Lausanne, Andava SA e Forus Services SA, e depois reciclado em diferentes operações financeiras: créditos, ações, aumento de capital e aquisição se imóveis.
Através da decisão do Supremo suíço sabe-se agora que as contas bancárias bloqueadas em relação a esse caso foram abertas no dois maiores bancos suíços, UBS e Crédit Suisse, bem como duas filiais genebrinas dos bancos franceses Crédit Lyonnais e Crédit Agricole Indosuez.
Na Rússia, Berezóvski, Glushkov e Kraneker são processados por gestão desleal, escroquerie, abuso de autoridade e lavagam de dinheiro. A decisão do Supremo Tribunal suíço mostra ainda que Berezóvski possui a empresa Anros SA, em Lausanne.
Acrescente-se também que os recursos contra a ajuda judiciária suíça à Rússia tiveram parcialmente sucesso. O Supremo suíço estima que nas audiências somente representantes do Ministério Público russo têm direito de participar, excluíndo representantes do Ministério das Finanças.
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