Fórum pede campanha sem racismo
O Fórum contra o racismo que candidatos às eleições legislativas de outubro façam uma campanha não racista.
Incita-os inclusive a assinar um documento comprometendo-se a respeitar a Convenção da ONU contra a discriminação racial.
O Fórum contra o racismo já entrou na campanha antes mesmo dos candidatos às eleições legislativas federais que se realizam de 4 em 4 anos na Suíça. A próxima será em outubro.
Evitar o populismo
O clima político geral é “bastante deletério”, afirma o presidente do Fórum, Patrice Mugny, deputado federal ecologista.
A iniciativa visa princilpante a União Democrática do Centro (UDC), o mais à direita dos 4 partidos que governam a Suíça. A UDC vem crescendo e já utilizou cartazes e propostas “claramente xenófobas”, segundo Mugny.
Durante os anos 90, o discurso contra os estrangeiros foi acirrado “não somente pela UCD mas também por outros partidos”, afirmou o vice-presidente do Fórum Hanspeter Bigler.
O Fórum, que reune cerca de 30 ongs, teme que temas como a segurança interna e a política de asilo sejam utilizados de maneira populista para ganhar votos nas eleições para a Câmara e o Senado.
Carta de compromisso
Concretamente, o Fórum incita os candidatos a assinarem a Carta Antiracista, em que não apenas afirmariam não ser racistas mas também se comprometeriam a promover os direitos elementares das pessoas e a rejeitar todo propósito discriminatório.
Por isso, segundo Patrice Mugny, a Carta não se limitaria apenas às próximas eleições. As organizações membros do Fórum exerceriam um controle e criticariam abertamente os parlamentares que violassem a Carta.
Dentro de alguns meses, os candidatos serão contatados para assinarem a Carta e os resultados serão divulgados ao público antes das eleições. O objetivo é informar os eleitores sobre as posições e intenções políticas dos candidatos em matéria de direitos humanos, respeito às minorias e combate ao racismo.
Fundado em 21 de março de 1992, depois de vários incidentes racistas na Suíça, o Fórum contra o racismo congrega cerca de 30 organizações sindicais, religiosas e de defesa dos direitos humanos.
O objetivo é aplicar a Convenção da ONU contra o racismo.
swissinfo com agências
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