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Bancos inseguros em relação às posições do governo britânico

A primeira-ministra britânica, Theresa May em Davos. Keystone

A primeira-ministra Theresa May anunciou no Fórum Econômico Mundial (WEF) que a Grã-Bretanha irá continuar a atrair investimentos externos mesmo com o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. Porém alguns bancos, dentre eles o suíço UBS, já falam da possibilidade de reduzir a sua presença no país.

“A Grã-Bretanha é e sempre será aberta aos negócios”, declarou May aos participantes do encontro em Davos na quinta-feira, acrescentando que o país será ainda mais confiante, responsável pelo seu próprio destino após sair da União Europeia. E isso irá abrir as portas para uma nova “Grã-Bretanha global”, que pode aproveitar melhor das oportunidades internacionais.

Mas o presidente do UBS, Axel Weber, não demonstrou muita confiança em uma entrevista dada à BBC em Davos. Ele disse que 1.000 dos 5.000 empregos que o banco mantém na Grã-Bretanha são diretamente afetados pelo “passaporte” da União Europeia. Trata-se de um acordo que permite os banqueiros de um país da UE de operar dentro do bloco de países.

Os detalhes de um divórcio britânico da EU ainda não são conhecidos, mas poderia implicar a perda desse “passaporte europeu”, tornando Londres menos atraente como centro financeiro. Para os bancos suíços isso é particularmente relevante, já que a Suíça não faz parte da UE e necessita obter esse passaporte através das suas operações nos países membros da UE.

O UBS procura várias opções para os mil empregados afetados na Grã-Bretanha, disse Weber à BBC. “Temos que ver por eles como irá ocorrer o Brexit”, disse. O banco HSBC já confirmou que irá transferir mil funcionários de Londres para Paris. Também os americanos do Goldman Sachs estão explorando essas opções.

No início do mês o banco privado Edmond de Rothschild informou que irá transferir o seu setor de administração de fortunas de Londres para países da EU com o objetivo de “aumentar seu foco”. Em todo caso, o banco não abandonará completamente Londres. 

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