Suíça quer reativar processo de paz no OM
A Suíça está disposta a exercer papel se possível de destaque em eventual comissão de inquérito sobre as atuais violências em Israel e Territórios ocupados. A proposta é do chanceler Joseph Deiss que criticou uso "desproporcionado da força" por Israel.
No encerramento de visita de 3 dias à Tailândia, o ministro das Relações Exteriores, Joseph Deiss, expressou “disponibilidade” da Suíça a participar de uma comissão de inquérito destinada a apurar responsabilidades pelas violências no Oriente Médio.
Segundo o ministro das Relações Exteriores, Joseph Deiss, “o uso da força pelo Exército israelense é desproporcionado”. Por outro lado disse estar “preocupado” com o destino de militares israelenses sequestrados na fronteira libanesa.
Uma comissão internacional de inquérito deve ser designada pela Comissão da Comissão de Direitos Humanos da ONU, que se reúne, semana que vem, em Genebra.
Israel continua se opondo a uma comissão de inquérito solicitada por Yásser Arafat, líder da Autoridade Palestina. Gostaria de resolver o problema com os palestinos graças a ajuda americana.
As declarações de Deiss foram feitas uma semana depois de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU insistindo na necessidade de uma investigação sobre as causas dos incidentes que já deixaram quase 100 mortos.
Resta que criação de uma comissão internacional de inquérito é assunto polêmico. Mesmo assim a Suíça manifesta intenção de colaborar na sua elaboração. E a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Daniela Stoffel, confirmou a swissinfo a existência de contatos diplomáticos sobre a modalidade de cooperação suíça nesse sentido.
Valendo-se da sua posição de neutralidade, a Suíça espera desempenhar papel de mediadora no conflito que até agora tem provocado verdadeiro balé diplomático envolvendo principalmente ONU, Estados Unidos, União Européia e países árabes e destinado a conter um banho de sangue.
swissinfo com agências.
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