Suíça supera expectativas nas Olimpíadas
Uma semana forte e outra fraca, seis medalhas e 13 diplomas – este é o balanço da equipe suíça de atletismo em Pequim. "Com isso, superamos nossa meta", diz o presidente do Comitê Olímpico Suíço (Swiss Olympic), Jörg Schild.
A Suíça esperava ganhar cinco medalhas, mas poderá ficar com sete, se a equipe de equitação, após o caso de doping envolvendo a Noruega, avançar para o terceiro lugar.
Por enquanto, os cavaleiros só têm um diploma nas mãos. No ranking das nações, baseado no número de medalhas conquistadas, a equipe suíça ficou em 34° lugar.
Apesar disso, Schild diz que a equipe foi “excelente” e “obteve ótimos resultados”, especialmente no histórico dia 13 de agosto, quando conquistou três medalhas.
“Não estamos longe do objetivo dos Jogos Olímpicos de Londres de 2012, que é ficar entre os 25 países melhor colocados em termos de medalhas”, disse o chefe da delegação Suíça em Pequim, Werner Augsburger.
Falta de apoio político
“O rumo seguido com nossos critérios de seleção foi acertado”, afirmou Jörg Schild. Ele falou de “jogos perfeitamente organizados” e mencionou “a hospitalidade dos chineses”.
Schild também fez críticas. “O sucesso não vem de graça. O Swiss Olympic e as associações não têm dinheiro de sobra. O governo federal e a política não dão apoio; pelo contrário, nos impõem obstáculos”, disparou.
Ele citou a rejeição pelo Conselho Federal (Executivo suíço) de um pedido de um milhão de francos para o combate ao doping. “Os políticos também não precisam tentar explorar o assunto às vésperas de uma eleição, após o próximo caso de doping.”
Por outro lado, diante de um orçamento olímpico de 3,5 milhões de francos do Swiss Olympic, a mídia suíça também questiona qual é o preço que merece ser pago por uma medalha.
Mentalidade de turistas na segunda semana
Segundo Werner Augsburger, cada vez mais as nações anfitriãs têm um desempenho extraordinário nas Olimpíadas, como foi o caso da Grécia em 2004 e da China em 2008. E já foi possível notar agora um grande sucesso dos britânicos, que organizam os Jogos de 2012 em Londres, acrescentou.
“Até que ponto isso tem a ver com o financiamento do esporte, nós ainda temos de esclarecer. Isso nos interessa muito”, declarou.
Em termos esportivos, ele destacou que uma equipe menor do que a de Atenas 2004 foi mais eficiente em Pequim. “Temos de analisar minuciosamente também o fato de termos atingido resultados melhores na natação, com critérios de seleção mais rígidos, do que no atletismo”, observou.
Um problema, segundo Augsburger, foram os atletas que já tinham disputado suas competições. “Com eles, quase tivemos mais trabalho do que com os que ainda estavam competindo”, criticou.
Augsburger disse que, na segunda semana, reinou “um certo clima de turismo”. Por isso, ele disse pensar em soluções alternativas, como o retorno dois dias após a competição (como fazem os suecos) ou oferecer três datas de vôos de retorno (como os holandeses).
Dez suíços em quarentena
Dez membros da delegação suíça tiveram de ficar em quarentena durante três dias por causa de doenças que representavam risco de contágio, principalmente infecções das vias respiratórias, segundo informou o médico Beat Villiger. “Para os atingidos, não foi agradável ser isolado. Mas tivemos de fazer isso por motivos de segurança.” O próprio médico foi atingido e teve até 39 graus de febre.
Os temores referentes ao smog e ao calor felizmente não se confirmaram. Na escala de alerta sobre a má qualidade do ar – que vai até 5 – a marca de 2,5 não foi superada.
Segundo Villiger, a petição apresentada por 30 nações ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim foi um sucesso. “A redução do trânsito em 50% e o fechamento de 90% das fábricas com enormes emissões tiveram efeitos muito positivos.”
Lamentavelmente, a situação em Pequim, daqui a três semanas, voltará a ser a mesma de antes das Olimpíadas.
swissinfo, Richard Hegglin (Si), Pequim
(Entre parênteses, número de medalhas de ouro, prata, bronze e total)
1º China (51 21 28 100)
2º EUA (36 38 36 110)
3º Rússia (23 21 28 72)
4º Reino Unido (19 13 15 47)
5º Alemanha (16 10 15 41)
6º Austrália (14 15 17 46)
7º Coréia do Sul (13 10 8 31)
8º Japão (9 6 10 25)
9º Itália (8 10 10 28)
10º França (7 16 17 40)
11º Ucrânia (7 5 15 27)
12º Holanda (7 5 4 16)
13º Jamaica (6 3 2 11)
14º Espanha (5 10 3 18)
15º Quênia (5 5 4 14)
16º Belarus (4 5 10 19)
17º Romênia (4 1 3 8)
18º Etiópia (4 1 2 7)
19º Canadá (3 9 6 18)
20º Polônia (3 6 1 10)
21º Hungria (3 5 2 10)
21º Noruega (3 5 2 10)
23º Brasil (3 4 8 15)
24º Rep. Tcheca (3 3 0 6)
25º Eslováquia (3 2 1 6)
26º Nova Zelândia (3 1 5 9)
27º Geórgia (3 0 3 6)
28º Cuba (2 11 11 24)
29º Cazaquistão (2 4 7 13)
30º Dinamarca (2 2 3 7)
31º Mongólia (2 2 0 4)
31º Tailândia (2 2 0 4)
33º Coréia do Norte (2 1 3 6)
34º Argentina (2 0 4 6)
34º Suíça (2 0 4 6)
36º México (2 0 1 3)
37º Turquia (1 4 3 8)
38º Zimbábue (1 3 0 4)
39º Azerbaijão (1 2 4 7)
40º Uzbequistão (1 2 3 6)
41º Eslovênia (1 2 2 5)
42º Bulgária (1 1 3 5)
42º Indonésia (1 1 3 5)
44º Finlândia (1 1 2 4)
45º Letônia (1 1 1 3)
46º Bélgica (1 1 0 2)
46º Estônia 1 1 0 2)
46º Portugal 1 1 0 2)
46º Rep. Dominic. (1 1 0 2)
50º Índia (1 0 2 3)
51º Irã (1 0 1 2)
52º Bahrein (1 0 0 1)
52º Camarões (1 0 0 1)
52º Panamá (1 0 0 1)
52º Tunísia (1 0 0 1)
56º Suécia (0 4 1 5)
57º Croácia (0 2 3 5)
57º Lituânia (0 2 3 5)
59º Grécia (0 2 2 4)
60º Trinidad e Tob. (0 2 0 2)
61º Nigéria (0 1 3 4)
62º Irlanda (0 1 2 3)
62º Sérvia (0 1 2 3)
62º Áustria (0 1 2 3)
65º Argélia (0 1 1 2)
65º Bahamas (0 1 1 2)
65º Colômbia (0 1 1 2)
65º Marrocos (0 1 1 2)
65º Quirguistão (0 1 1 2)
65º Tadjiquistão (0 1 1 2)
71º Chile (0 1 0 1)
71º Cingapura (0 1 0 1)
71º Equador (0 1 0 1)
71º Islândia (0 1 0 1)
71º Malásia (0 1 0 1)
71º Sudão (0 1 0 1)
71º Vietnã (0 1 0 1)
71º África do Sul (0 1 0 1)
79º Armênia (0 0 6 6)
80º Taiwan (0 0 4 4)
81º Afeganistão (0 0 1 1)
81º Egito (0 0 1 1)
81º Ilhas Maurício (0 0 1 1)
81º Israel (0 0 1 1)
81º Moldávia (0 0 1 1)
81º Togo (0 0 1 1)
81º Venezuela (0 0 1 1)
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