The Swiss voice in the world since 1935

Terrorismo: Suíça rebate críticas de laxismo

Nesse prédio em Lugano funcionava a empresa Al-Taqwa, suspeita de financiar a Al-Qaïda. Keystone

A Suíça reagiu com veêmencia às críticas de um grupo de observadores da ONU sobre a aplicação de sanções contra Al-Quaeda e os Talebãns.

Esse grupo acusa a Suíça de laxismo na luta contra o terrorismo.

Publicado no início do mês, o relatório do grupo de observadores das Nações Unidas sobre a aplicação de sanções contra o movimento Al-Quaeda e os Talibãs trata principalmente do Oriente Médio. Mas nas poucas páginas em que é mencionada, a Suíça é duramente criticada.

Certas passagens do documento dão a entender que Berna não aplica com suficiente rigor as sanções decididas pela comunidade internacional.

O parágrafo 155, por exemplo, afirma que “um tráfico de armas limitado” teria ocorrido na Suíça. Para a Missão suíça junto às Nações Unidas, em Nova York, essa crítica grave é surpreendente e sem fundamento.

A sombra da Al-Taqwa

Um outra crítica é ligada à Youssef Nada, presidente da empresa Nada Management, perto de Lugano, na Suíça de língua italiana.

Residente no enclave italiano de Campione d’Itália, perto de Lugano, Nada está lista da ONU de pessoas suspeitas de financiar o terrorismo.

Por isso, ele está proibido de viajar mas, segundo o relatório, ele teria ido em janeiro ao Liechtenstein para mudar o nome de algumas de suas empresas e só poderia ter feito isso passando pela Suíça.

A empresa Nana Management, antigamente chamada Al-Taqwa, é suspeita pela justiça suíça de participar do financiamento de grupos acusados dos atentados dos 11 de setembro de 2001. Está há dois anos sob inquérito do Ministério Público suíço.

A reação da Suíça

Em Nova York, a Suíça refutou com veemência as acusações do relatório, em encontro informal com o comitê de sanções das Nações Unidas.

Note-se que a Grã-Bretanha e os Estados Unidos eram contra essa reunião. De fato, os países que não são membros do Conselho de Segurança (como a Suíça) normalmente não intervém diante do comitê de sanções.

A Missão suíça junto às Nações Unidas indica que teve a possibilidade de corriger “os erros factuais” contidos no relatório e de refutar “as críticas implícitas”.

Um mês atrás, na primeira reação a esse relatório, a Secretaria Federal de Economia (SECO) indicara que ia recomendar ao governo o confisco de bens imobiliários das pessoas suspeitas de ligação com o terrorismo.

Atualmente, conforme a legislação suíça, somente as contas bancárias podem ser congeladas. Desde setembro de 2001, a Suíça já bloqueou 34 milhões de francos (US 28 milhões) suspeitos de financiamento do terrorismo.

swissinfo com agências

Mais lidos

Os mais discutidos

Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch

Mostrar mais: Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch

Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!

Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.

SWI swissinfo.ch - sucursal da sociedade suíça de radiodifusão SRG SSR

SWI swissinfo.ch - sucursal da sociedade suíça de radiodifusão SRG SSR