Tribunal internacional para Timor Leste
Em Genebra, a Comissão de Direitos Humanos da ONU deve votar ainda nesta sexta-feira a criação de um tribunal internacional para julgar atrocidadades cometidas em Timor Leste por milícias pró-indonésias. Cuba e países asiáticos são contra.
Aguarda-se em Genebra que a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas vote ainda nesta sexta-feira a criação de um Tribunal Internacional para julgar crimes cometidos neste mês em Timor Leste. A Comissão de Direitos Humanos, integrada por 53 paísess, da ONU reuniu-se em sessão extraordinária ontem para debater o assunto, num momento em que o Comandante da Interfet (Forças Internacionanais em Timor Oriental) denunciava “os atos horríveis” perpretados no território devastado pelas milícias pro-indonésias, solicitando que representantes da ONU investigassem a situação.
Para o tribunal ser criado, é preciso que 27 países votem a favor. A União Européia e grande número de outros países europeus apoiam que se instaure uma comissão internacional de investigação e insistem para que os responsáveis pelas “atrocidades cometidas em Timor Oriental” sejam processados, inclusivel por um Tribunal Penal Internacional, a ser criado “imediatamente”. Portugal que está à origem da reunião, denunciou por seu lado “a faxina étnica” praticada em Timor Leste. / Esse tribunal seria semelhante aos que já existem para julgar o genocídio em Ruanda e os crimes na ex-Iugoslávia.
Países do grupo asiático – Japão, India, China, e naturalmente Indonésia e ainda Cuba, manifestaram reticências ou oposição declarada. Embaixador indonésio disse na reunião extraordinária esperar que a Comissão dos Direitos Humanos da ONU encontre soluções, sem agravar o conflito e sem “apontar com o dedo seja quem for”.
Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch
Mostrar mais: Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch
Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!
Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.