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Quando uma mulher ou homem enfrentam o mundo das letras

Milhares de adultos na Suíça têm dificuldade para ler, escrever e calcular, mesmo se frequentaram a escola obrigatória. Isso não é novidade, mas continua sendo um tabu. A primeira campanha suíça relacionada ao tema é lançada no Dia Mundial da Alfabetização. Ela quer sensibilizar a sociedade ao tema. 

Este conteúdo foi publicado em 08. setembro 2017 - 11:32
Muitas pessoas têm dificuldade para compreender até as frases mais simples. Christoph Balsiger

“Com a campanha ‘Simplesmente melhor!’ queremos não apenas sensibilizar a sociedade para o tema das ‘competências básicas’, mas especialmente atingir as pessoas”, afirma Christian Maag. Ele é diretor da Associação Suíça Ler e Escrever”, responsável pela iniciativa junto com a Conferência Intercantonal de Formação Contínua

Aproximadamente 800 mil adultos na Suíça não conseguem ler e escrever corretamente. Cerca de 400 mil têm dificuldades para resolver simples cálculos. Isso em um país com um sistema educacional de alto nível, como é o caso da Suíça. Típico para pessoas iletradas, também chamadas de analfabetas funcionais, é o medo de ser vista como ignorante ou a vergonha de exibir dificuldades no cotidiano. “Menos de cinco por cento tentam combater o problema de forma ativa através de cursos, por exemplo”, explica Maag.

Por uma melhor integração

Para combater essas reações, uma campanha bem-humorada de cartazes, folhetos e comerciais de rádio e televisão quer sensibilizar as pessoas que vivem esses problemas e motivá-las à superação. Em grande parte, tratam-se de adultos que frequentaram a escola na Suíça, mas deixaram de aprender muitas coisas. Outras perderam suas competências ao longo da vida.  

As pessoas interessadas, mas com dificuldades de navegar na internet, podem ligar para o numero gratuito 0800 47 47 47 e pedir conselhos. “Na Suíça alemã ligam entre duas e três pessoas por dia. Nós esclarecemos o que ela necessita e procuramos cursos. Também recomendamos que trabalhem em grupo, pois assim umas motivam as outras”, diz Susanne Leutenegger, que nesse dia trabalha fazendo o atendimento telefônico. 

Ela afirma também que, em tempos da digitalização e automatização, as exigências ao indivíduo aumentaram, tanto no cotidiano como no trabalho. “Hoje você necessita preencher formulários, escrever relatórios ou protocolos”. Não apenas as pessoas com dificuldades de leitura necessitam se esforçar para melhorar suas competências. “Também os empregadores devem contribuir com a sua parte.”

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