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Agência de notícias suíça arrisca perder um quarto dos seus funcionários

Reestruturação se dará ao longo dos próximos dois anos para compensar a queda nas receitas Keystone

A Agência Suíça de Notícias (SDA na sigla em alemão, ATS em francês) anunciou que cerca de 40 postos de trabalho de um total de 180 encontram-se em risco devido a uma pressão para baixar custos.

Este conteúdo foi publicado em 09. janeiro 2018 - 18:01
swissinfo.ch

A agência, criada em 1895, estima que enfrentará uma queda de CHF 3,1 milhões (US$ 3,15 milhões) no volume de negócios em 2018, apesar da renovação de contratos com seus maiores clientes (incluindo a Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão, empresa-mãe da swissinfo.ch).

A reestruturação ocorrerá nos próximos dois anos para compensar a queda das receitas. Além dos cortes de empregos, os funcionários também serão encorajados a se aposentar antecipadamente ou a reduzir a jornada de trabalho. Outras medidas para reduzir custos incluem combinar as agências de notícias suíças e internacionais, e se livrar de sua seção de notícias financeiras.

A SDA negou que os cortes de empregos tivessem algo a ver com sua fusão com a agência de imagens Keystone, anunciada em outubro passado. A fusão ainda não foi aprovada pelas autoridades de concorrência.

O sindicato da mídia, Impressum, não está convencido de que os cortes e a fusão não estejam relacionados, e pediu aos editores, proprietários e clientes da SDA que evitem o fechamento de postos de trabalho.

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A situação do mercado de mídia interno é crítica. L'Hebdo, a única revista semanal em língua francesa, encerrou suas atividades em fevereiro devido a receitas de publicidade insuficientes. A Tamedia, a maior empresa de mídia privada da Suíça, anunciou em setembro que seus 14 jornais começarão a ser produzidos por apenas duas redações, levantando a questão sobre quão diversificado encontra-se o universo midiático suíço.


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