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O colorido da Amazônia

Uma das pinturas do artista macapense Noé da Costa Brito. none

As cores vibrantes e as belas paisagens amazonenses estão em Basiléia. Cerca de 75 obras de cinco artistas plásticos brasileiros que vivem em Manaus estarão expostas até dia 21 de setembro na cidade suíça.

Este conteúdo foi publicado em 19. setembro 2006 - 11:12

Homero Amazonas, Noé Costa, Noleto da Silva, Nonato Cruz e Paulo Olivença apresentam obras inéditas, criadas especialmente para a mostra, organizada pelo Centro Cultural da Língua Portuguesa-Brasileira de Basiléia.

O tema Amazonas permeia toda a mostra, mas os estilos são distintos e variam de paisagens a interpretações abstratas – obras com a beleza e o colorido amazonense. "Nosso centro organiza de três a quatro exposições por ano e o intuito é mostrar a cultura brasileira para o povo suíço e para outras comunidades daqui", diz Arlete Kaufmann, diretora do Centro.
As obras foram criadas especialmente para a exposição suíça, selecionadas pelo ex-galerista e fotógrafo alemão Dirk Hennrich, que exibe algumas de suas fotos feitas em 1998 e em 2006 em Manaus. "Estou feliz de trazer esses artistas para mostrar um pouco daquela região, nem sempre bem retratada nas tevês européias. Acho que as pessoas têm um preconceito porque não conhecem de verdade Manaus", diz.

O artista Homero Amazonas, de 53 anos, expõe pela terceira vez na Suíça. Seus trabalhos apresentam um colorido forte com detalhes da natureza da Amazônia, ameaçada de extinção pela interferência humana. "Uso a cor para me expressar", diz. Esse amor pela cor teve seu começo aos 8 anos, quando ganhou de sua mãe um prisma de cristal. "Colocava o prisma em direção à luz e ficava fascinado com as cores", lembra-se.

Viver na Suíça

A experiência de estar na Suíça como visitante foi, no mínimo, diferente para Noé Costa. Ele morou no país cerca de sete anos, quando conheceu sua esposa. "Foi bom voltar porque gosto muito daqui, mas agora minha vida está lá", conta. Noé acredita que a vivência na Europa mudou um pouco seu trabalho. "Acho que a intensidade das cores mudou". Ele conta que chegou a pintar paisagens suíças muito coloridas para o gosto europeu, mas que sempre fizeram sucesso entre os brasileiros. "Acho que incorporei um pouco do estilo europeu e nem tinha percebido isso", diz.

O resultado de sete anos de estudo da matemática está no trabalho do artista Noleto da Silva. "Queria pintar mandalas e precisei estudar porque elas precisam terminar sempre em pares e isso não é fácil", conta. É a primeira vez que ele exibe suas mandalas: desenha cada uma delas à mão e depois lhes dá o colorido – como o de uma bandeira brasileira, por exemplo. "Poder ver as paisagens suíças, o rio limpo, as flores e museus é uma maravilha. Não imaginava uma cidade assim e acho que meu trabalho vai ficar diferente depois dessa viagem", explica.

Inspirado na filha

Jogos de sombras, com diferentes formas e volumes é a maneira do artista Nonato Cruz, de 48 anos, mostrar as paisagens amazonenses. Tudo começou há cerca de 21 anos, quando sua filha, Marina, rabiscava seus primeiros traços numa folha de papel. "Vi os traços e comecei a desenhar", lembra-se. Mais tarde, Nonato viveu por algum tempo numa floresta. A natureza o brindou novamente com uma idéia: começou a recolher folhas e outros elementos da mata e fez colagens. "Foi o que chamei de natureza morta viva", conta.
Já Paulo Olivença tem traços que lembram o estilo cubista, mas tem uma explicação natural para o seu estilo. "Fazia traços na areia e a água levava o excesso, mas as linhas dos desenhos ficavam lá", conta. Daí em diante o artista desenvolveu seus traços. Atualmente ele estuda arte e acha que seu trabalho tem mudado muito. "Tenho estudado cores e muitas técnicas, mas as linhas dos meus desenhos continuarão sempre: são como as que eu fazia na areia", conta.

swissinfo, Lourdes Sola, Basiléia

Fatos

Os artistas tiveram apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Sindicato de Trabalhadores de Empresas de Telecomunicação no Estado do Amazonas e Amazônia Celular.
"Bild vom amazonas" pode ser vista no Union, Klybeckstrasse, 95, na Basiléia.

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