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Suiça busca retorno à normalidade com flexibilização de regras

Esperando a volta dos que não foram: um escritório vazio em Zurique. © Keystone / Gaetan Bally

A Suíça planeja permitir reuniões com mais pessoas, reabrir centros termais e deixar que os restaurantes sirvam comida dentro de seus estabelecimentos, à medida que o país controla melhor a pandemia do coronavírus.

Este conteúdo foi publicado em 13. maio 2021 - 07:17
Keystone-SDA/swissinfo.ch/dos

"Queremos permitir um retorno à normalidade - e as salas dos restaurantes fazem parte disso", disse Alain Berset, o Ministro do Interior cuja pasta inclui a saúde.

A partir de 31 de maio, os restaurantes poderão atender grupos de até quatro pessoas em mesas dentro do estabelecimento, desde que sigam condições rigorosas de higiene e rastreamento. Os centros termais e spas também poderão reabrir, embora com capacidade limitada.

O home office se tornará "recomendado" em vez de obrigatório, enquanto o período máximo de direito à compensação de trabalho em horário reduzido foi aumentado de 18 para 24 meses, em uma tentativa de salvar empregos.

As propostas foram apresentadas já que os indicadores da Covid-19 mostram a média de 7 dias de novos casos em queda de 13% em relação à semana anterior. Mortes e hospitalizações também estão caindo, uma situação descrita por Berset como "encorajadora".

Entretanto, segundo o ministro da saúde suíço, as propostas não são "um convite para abandonar tudo".  

Reuniões maiores

O governo quer aumentar o limite de eventos públicos como concertos, partidas de futebol e apresentações teatrais: de 50 para 100 dentro, e de 100 para 300 ao ar livre.

O limite para reuniões privadas permanecerá o mesmo - 10 dentro de casa, 15 ao ar livre - independentemente de quantos membros do grupo tenham sido vacinados.

Quanto às regras do home office, que junto com os restaurantes foram objeto de muita discussão até a decisão de quarta-feira, este passará de uma obrigação para uma recomendação.

No entanto, as empresas que trouxerem trabalhadores de volta terão que implementar uma estratégia de testes regulares com os funcionários, cujos custos serão cobertos pelo Estado.

O teto de 50 estudantes nas aulas presenciais das universidades também será eliminado, novamente sob a condição de que uma estratégia de rastreamento credível seja colocada em prática.

Isenções de quarentena

As pessoas que foram totalmente vacinadas ou que já se recuperaram da Covid-19 estarão isentas das regras de quarentena depois de terem entrado em contato com uma pessoa infectada, ou depois de retornarem de um país de risco.

As propostas serão submetidas a um processo de consulta de duas semanas com os 26 cantões do país, antes de ser tomada uma decisão final em 26 de maio. O governo também tomará uma decisão nessa etapa sobre os planos futuros para os eventos de verão de mais de 1.000 pessoas.

Evitar a perda de empregos

Ao prolongar por seis meses as possibilidades de trabalho em horário reduzido, o governo quer assegurar que o menor número possível de demissões aconteça até o final de agosto, disse na quarta-feira o ministro da economia, e atual presidente da Suíça, Guy Parmelin.

"O setor da gastronomia, mas também o turismo, precisam de tempo para encontrar um equilíbrio", disse Parmelin à mídia em Berna. O objetivo para o governo, no entanto, é que as empresas recuperem sua autonomia financeira o mais rápido possível.

"As empresas devem estar conscientes de que a ajuda do governo diminuirá gradualmente com a reabertura e terminará um dia", disse Parmelin.

Plano em três etapas

As medidas propostas representam a segunda fase de um plano de três etapas para sair da pandemia. Esta segunda "fase de estabilização" durará, em teoria, até que todos os "adultos que desejarem" sejam vacinados, quando então começará uma "fase de normalização".

A primeira fase de "proteção" começou em 19 de abril e combinou uma série de aberturas - incluindo restaurantes ao ar livre, cinemas e teatros - com esforços contínuos para vacinar pelo menos 75% dos grupos de risco até o final de maio.

Cerca de 12,5% da população já foram totalmente vacinados contra o Covid-19, enquanto cerca de um quarto recebeu pelo menos uma dose.

Foram observados benefícios significativos para as faixas etárias mais velhas: as pessoas com mais de 75 anos de idade são agora responsáveis por menos de um quarto das hospitalizações da Covid-19, em comparação com a metade durante a segunda onda no inverno, declarou a força-tarefa do governo contra o coronavírus no início desta semana.

Adaptação: Fernando Hirschy

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