Na Suíça, Dia Internacional da Mulher é marcado por protestos e desigualdade persistente
Apesar da alta qualidade de vida e dos salários elevados, a igualdade de gênero ainda está longe de ser realidade na Suíça. No país, o 8 de março costuma ser mais um dia de mobilização feminista do que de celebração.
Diferentemente de muitos países, onde o Dia Internacional da Mulher é associado a flores e homenagens, na Suíça a data costuma ser marcada por marchas e manifestações. Em várias cidades do país, protestos feministas se tornaram uma tradição anual, refletindo a percepção de que a igualdade entre homens e mulheres ainda não foi alcançada.
Dados recentes do índice Women in Work 2026, da consultoria PwC, reforçam essa avaliação. O estudo mostra que o progresso na igualdade de gênero desacelerou e até retrocedeu: a diferença salarial entre homens e mulheres voltou a aumentar, chegando a 17,4%, enquanto a proporção de mulheres que conseguem trabalhar em tempo integral caiu para 59,2%.
Um dos principais fatores apontados é o alto custo das creches, que leva muitas mães a reduzir a carga de trabalho. Essa desigualdade também se reflete na aposentadoria. Nos últimos anos, o tema gerou debates intensos no país, como no referendo de 2022 que elevou a idade de aposentadoria das mulheres para 65 anos, igualando-a à dos homens. Neste 8 de março, os eleitores suíços também discutem uma reforma tributária que pode afetar mais de dois milhões de mulheres casadas.
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