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Turbulências entre a Suíça e a Alemanha

Recusa de acordo aéreo complica relações com Alemanha swissinfo.ch

Em Berna, a Câmara dos Deputados nega ratificação de um acordo aéreo com a Alemanha. O acordo acabaria com longa disputa sobre poluição sonora, resultante do tráfico de aviões no Aeroporto de Zurique. Decisão sem precedente.

Este conteúdo foi publicado em 20. junho 2002 - 10:50

Sem surpresa, a decisão não deixa, de fato, de ser sem precedente, porque nunca no Parlamento suíço se rejeitou um acordo bilateral, assinado pelo governo. (Praticamente já é certo que o Senado também não o retifique, em setembro).

Cláusulas

Havia muita controvérsia sobre esse tratado que limitava de um terço o número de vôos de aviões que utilizam o aeroporto de Zurique, sobrevoando o sul da Alemanha. (A fronteira alemã fica a apenas 20 km do aeroporto internacional de Zurique).

Pelo acordo, os vôos passariam de 150 mil a 100 mil por ano, o tráfico aéreo seria drasticamente reduzido à noite e diminuído nos fins de semana.

Na hora de ratificar o tratado, o ministro dos transportes, Moritz Leuenberger (socialista), teve apoio apenas da esquerda - socialistas e ecologistas.

Críticas

Com o argumento de que o tratado foi mal negociado, todas as bancadas de centro-direita e direita não pouparam críticas. Estimaram que seria um desastre para a nova empresa nacional "Swiss" e para operadores do aeroporto de Zurique.

Era essa também a opinião de "Swiss" e a direção do aeroporto de Zurique em plena expansão. Para não falar de habitantes próximos, que sofreriam conseqüências de eventual desvio de rotas aéreas.

Argumentaram também que se debateu número de vôos e não de intensidade de poluição sonora que varia muito em função do porte das aeronaves.

Conseqüências

Em todo o caso, as autoridades alemãs não apreciaram a decisão. Já ameaçam reduzir unilateralmente a 80 mil por ano - em vez de 100 mil - o número de vôos sobre o sul da Alemanha. Ameaçam ainda rescindir contrato com a empresa suíça, Skyguide, que controla o tráfego aéreo naquela região.

A recusa da Câmara deve também criar "encrencas" com a União Européia e com a justiça alemã. E o resultado do litígio é considerado muito incerto.

A qquestão voltará ainda à baila nos próximos meses.

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