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G7 aproxima Suíça e Brasil enquanto Lula enfrenta pressão dos Bolsonaro

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O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin, aproveitaram a Cúpula do G7 para reforçar o diálogo bilateral, com destaque para as negociações do acordo comercial entre o Mercosul e a EFTA, bloco do qual a Suíça faz parte. Keystone/Swissinfo

O G7 em Evian reforçou os laços diplomáticos entre Suíça e Brasil, enquanto Lula respondeu às declarações de Donald Trump e a Justiça brasileira voltou a atingir a família Bolsonaro.

Acompanho esta semana com a sensação de que a Suíça voltou, por alguns dias, ao centro do tabuleiro diplomático mundial. Entre encontros históricos às margens do Lago Léman, debates sobre o futuro das relações internacionais e os desdobramentos da política brasileira, a imprensa suíça olhou para o Brasil por diferentes ângulos. E ainda sobrou espaço para acompanhar a excelente campanha da seleção suíça na Copa do Mundo.

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G7 fortalece laços entre Suíça e Brasil

A realização da Cúpula do G7 em Evian, na França, teve importantes reflexos para a Suíça. Embora o país não faça parte do grupo das sete maiores economias industrializadas, sua proximidade geográfica transformou Genebra em uma plataforma diplomática de primeira ordem, recebendo chefes de Estado e de governo de todo o mundo.

Segundo o 20 MinutesLink externo, o presidente da Confederação, Guy Parmelin, aproveitou a ocasião para multiplicar encontros bilaterais com líderes internacionais. Entre eles estava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem discutiu o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, atualmente em debate no Parlamento suíço. Parmelin também conversou com Narendra Modi, Ursula von der Leyen, Keir Starmer e Mark Carney, reforçando a estratégia suíça de diversificar suas relações comerciais e políticas.

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Política exterior

Quando entrará em vigor o acordo EFTA-Mercosul?

Este conteúdo foi publicado em A assinatura do acordo está prevista para o segundo semestre deste ano. O Mercosul também concluiu negociações com a União Europeia.

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Para o jornal, o saldo foi amplamente positivo. A participação de Parmelin no jantar oficial do G7, ao lado de Donald Trump, Emmanuel Macron e outros líderes, foi vista como um reconhecimento do papel desempenhado pela Suíça na segurança e na organização do evento.

O editorial do Le TempsLink externo vai ainda mais longe. O diário genebrino considera que o G7 foi um sucesso, tanto para a governança internacional quanto para a Suíça. O jornal destaca os compromissos assumidos em matéria de redução da dívida e de ajuda ao desenvolvimento, em um contexto em que os Estados Unidos vêm reduzindo seu apoio ao multilateralismo.

Na avaliação do periódico, Genebra ganhou uma visibilidade internacional importante em tempos de cortes orçamentários e incertezas, enquanto a Suíça aproveitou a presença dos líderes mundiais para avançar em negociações comerciais e fortalecer sua posição diplomática. O editorial chega a sugerir que Berna deveria agradecer ao presidente francês Emmanuel Macron pela oportunidade proporcionada ao país.

Fonte: 20 MinutesLink externo, Le TempsLink externo em 17.06.2026 (francês)

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Líderes mundiais posam para a foto oficial da Cúpula do G7 em Evian, com Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva entre os participantes. O encontro ocorreu em meio a divergências públicas entre os dois presidentes sobre a política e as eleições brasileiras. Copyright 2026 The Associated Press. All Rights Reserved.

Lula reage a Trump e a Justiça aperta o cerco aos Bolsonaro

A política brasileira também ocupou espaço de destaque na cobertura da imprensa suíça. Durante sua passagem pela Suíça após a cúpula do G7, Lula respondeu diretamente às declarações do presidente americano Donald Trump sobre as eleições brasileiras.

Segundo o portal BluewinLink externo, Trump afirmou que o Brasil teria se tornado “um pouco perigoso politicamente”. A resposta de Lula veio em tom firme. O presidente brasileiro afirmou que Trump tem o direito de possuir suas preferências políticas, mas ressaltou que “as eleições no Brasil são um problema do Brasil”.

Lula ainda acrescentou que o presidente americano pode continuar admirando Jair Bolsonaro e seus familiares, mas pediu que não interfira no processo eleitoral brasileiro.

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Opinião

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Guerra e paz

Os BRICS e a herança dos países não alinhados

Este conteúdo foi publicado em Os BRICs são os novos países não alinhados? A historiadora Nataša Mišković aponta diferenças e semelhanças e defende um intercâmbio em pé de igualdade.

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A tensão entre Brasília e Washington aumentou nas últimas semanas. Após encontros com Flávio Bolsonaro e outros representantes da oposição brasileira, os Estados Unidos classificaram as duas principais facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e ameaçaram impor tarifas comerciais ao país, medidas criticadas pelo governo brasileiro.

Enquanto isso, a Justiça brasileira voltou a atingir a família Bolsonaro. O portal em alemão BazonlineLink externo destacou a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão por coação. Segundo o Supremo Tribunal Federal, Eduardo tentou pressionar autoridades americanas a adotarem sanções contra instituições brasileiras para influenciar o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro.

O ministro Alexandre de Moraes afirmou que não cabia a um parlamentar brasileiro fazer lobby no exterior contra seu próprio país. Eduardo Bolsonaro, que vive no Texas desde o ano passado, nega as acusações e seus advogados afirmam que não há provas suficientes para justificar a condenação. O ex-deputado segue participando da campanha presidencial do irmão, o senador Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula nas eleições de outubro.

Fonte: BluewinLink externo (francês) e BazonlineLink externo (alemão) em 17.06.2026

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O suíço Johan Manzambi, ao centro na linha de frente, comemora com a equipe diante da torcida após a partida da Copa do Mundo do Grupo B entre Suíça e Bósnia e Herzegovina. Keystone / Peter Klaunzer

Suíça sonha alto na Copa do Mundo

Nem só de política vive a imprensa suíça. O Blick Link externocelebrou a excelente campanha da seleção nacional na Copa do Mundo após a vitória por 4 a 1 sobre a Bósnia-Herzegovina.

Com a vitória, a equipe de Murat Yakin praticamente garantiu vaga na fase mata-mata. A disputa pela liderança do Grupo B será decidida diante do Canadá. Dependendo da classificação final, a Suíça poderá ter caminhos bastante diferentes no torneio, incluindo um eventual confronto com Portugal nas oitavas de final.

A análise do jornal mostra que terminar em primeiro ou em segundo lugar apresenta vantagens e riscos. A liderança permitiria à Suíça permanecer em Vancouver, com mais tempo de descanso e a possibilidade de enfrentar inicialmente um terceiro colocado. Por outro lado, isso poderia levar a um duelo precoce contra Portugal nas oitavas de final.

Caso termine em segundo, a Nati provavelmente voltará a Los Angeles para enfrentar o segundo colocado do Grupo A, formado por México, Coreia do Sul, República Tcheca e África do Sul, antes de um possível cruzamento com Holanda, Suécia, Japão, Brasil ou Marrocos.

Independentemente do cenário, a imprensa suíça considera praticamente impossível uma eliminação precoce da equipe de Granit Xhaka. Depois de duas atuações convincentes, a expectativa é de que a seleção possa finalmente transformar seu potencial em uma campanha histórica.

Fonte: Blick Link externoem 19.06.2026 (francês)

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