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Caso Borodin envenena relações com a Rússia

Presidente suíço, Moritz Leuenberger, e o chanceler russo, Igor Ivanov swissinfo.ch

O caso Pavel Borodin - ex-intendente do Kremlin preso nos Estados Unidos por ordem da justiça suíça - tornou-se o assunto mais delicado no encontro do ministro russo das Relações Exteriores, Igor Ivanov, com autoridades suíças, na quinta-feira, 1° de fevereiro. Borodine está sob suspeita de lavagem de dinheiro em relação com o escândalo Mabetex/Mercata, empresas suíças que renovaram o Kremlin.

Pavel Borodin, foi preso dia 17 de janeiro, em Nova York. Um mandado de prisão contra o ex-assessor de Bóris Iéltsin havia sido expedido pela justiça suíça.

O procurador suíço, Bernard Bertossa, de Genebra, afirma dispor de indícios suficientes para processá-lo por corrupção. Borodin teria recebido suborno de Mabetex e Mercata que conseguiram contratos em Moscou para renovar edifícios públicos.

(O nome do ex-presidente Ieltsin e de suas 2 filhas estão também envolvidos no escândalo. Uma das cifras avançadas é de que teriam recebido 1 milhão de dólares).

O caso Mabetex/Mercata foi arquivado pela justiça russa, mas as investigações continuam na Suíça, apesar de pressões russas.

O próprio Ivanov foi o primeiro a telefonar para a Suíça em termos pouco diplomáticos, pedindo a libertação de Borodin. E a justiça russa já convidou duas vezes a Bernard Bertossa, que se ocupa do caso, a um encontro em Moscou.

Na quinta-feira, 1 de fevereiro, o chanceler russo teve ocasião de pleitear a defesa de Pavel Borodin, junto a seu colega suíço, Joseph Deiss e outras autoridades suíças. No dia anterior, o primeiro telefonema do presidente Vladimir Putin a seu colega americano George W. Bush, foi para solicitar intervenção dele conseguir soltar o ex-intendente do Kremlin.

O pedido de extradição de Borodin não foi feito, mas a justiça suíça dispõe de 40 dias, a partir de 17 de janeiro para fazê-lo. E tudo indica que deva ir em frente.

Resta que segundo um diplomata russo na Suíça as relações bilaterais, Berna-Moscou, continuam “boas”. E “esse caso judiciário nada mudou”. A prova seria que as trocas comerciais entre os dois países atingem 4 bilhões de francos – 2.45 bilhões de dólares.

Não é a opinião de um jornalista suíço que trabalha na capital russa. Segundo ele, as relações já não eram tão boas. Agora pioraram.

swissinfo com agências

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