Esqui: equipe suíça ganha seis medalhas
A equipe suíça de esqui está em festa: com uma medalha de bronze, ela chegou ao fim do campeonato mundial em Are, Suécia, com um dos melhores resultados dos últimos anos.
A expectativa era de obter duas medalhas, mas afinal acabaram sendo seis. Muitos analistas avaliam o balanço geral como a prova de que o esqui suíço está vivendo um “renascimento”, depois de muitos anos de maus resultados.
Composta pelos atletas Fabienne Sutter, Nadia Styger, Sandra Gini, Rabea Grand, Marc Berthod e Daniel Albrecht, a equipe suíça obteve a medalha de bronze na prova final. Como numa “Copa do Mundo” ela colocou nas pistas onze equipes mundiais de seis esquiadores.
Apesar de uma largada pouco convincente no Super-G – Nadia Styger acabou perdendo uma bandeira e teve o pior dos resultados possíveis (11 pontos) – os suíços conseguiram se manter sobre o pódio
“De qualquer maneira conseguimos ganhar uma medalha. Isso é fantástico. Essa noite a rodada de cerveja será por minha conta”, disse a atleta no final da competição.
Antes mesmo da largada em slalom, todos já sabiam quem seriam os vencedores: os austríacos asseguraram o ouro, enquanto a equipe suíça e a sueca disputavam pela medalha de prata. O suíço Marc Berthod terminou rapidamente com o suspense da prova ao deslizar na parte superior da pista do slalom.
Festa de encerramento pouco atrativa
“Fiquei muito feliz de ver que as meninas conseguiram dessa forma ganhar uma medalha”, comentou por sua parte Daniel Albrecht, um dos heróis suíços nesse campeonato mundial. Ao mesmo tempo ele indicou que não era possível comparar o atual sucesso da temporada e ao da festa de gala inventada pela Federação Internacional de Esqui como encerramento do campeonato mundial.
Para o esquiador de Fiesch, a “fórmula é especial”. Do seu lado, Sandra Gini disse “ter se divertido bastante, mesmo apesar das dificuldades vividas na prova”. Como em Bormio, em 2005, os atletas tiveram de participar em quatro séries no Super-G, enquanto que pela tarde as provas eram no slalom. Essa foi uma fórmula híbrida que não chamou atenção nem dos torcedores e também dos jornalistas.
Balanço suíço excepcional
Quanto ao balanço helvético no mundial, ele é visto pelos atletas e dirigentes como “excepcional”. Com seis medalhas (uma de ouro, uma de prata e quatro de bronze), os suíços bateram as expectativas de chegar às duas medalhas, que haviam sido fixadas para o Campeonato Mundial de Are.
Os atletas também bateram os resultados do inverno, ou seja, subiram onze vezes no pódio em 48 provas. As quatro últimas participações em provas internacionais acabaram sendo eclipsadas, pois a última vez que um resultado final de seis medalhas havia sido alcançado foi no Campeonato Mundial de Sestrières, em 1997.
“Nós queremos dar mais uma vez emoção para o torcedor suíço e, ao mesmo tempo, vender a nossa equipe”, exulta Dierk Beisel, coordenador da Federação Suíça de Esqui. O único ponto negativo: a equipe masculina foi praticamente a única a contribuir para os bons resultados da Suíça, com exceção da competição de nações.
Cinco medalhas para os homens
Surgido da mesma geração, Daniel Albrecht e Marc Berthod ultrapassaram suas melhores expectativas. Eles levaram três medalhas – ouro em super-combinado, prata no slalom gigante para o primeiro e bronze para o segundo em super-combinado.
Quanto a Didier Cuche e Bruno Kernen, veteranos das competições, eles ganharam duas medalhas de bronze em slalom gigante e Super-G. Em Are nenhuma equipe masculina havia ganhado tantas medalhas como a equipe de Martin Rufener.
Para o treinador, o resultado geral da equipe deve-se ao bom preparo. “Foi um trabalho que começamos na América do Sul durante o verão e que continuou no momento em que chegamos à Suécia, para que os atletas se aclimatizassem sem problemas”.
As mulheres não tiveram a sorte de poder participar dos treinamentos na América do Sul por questões orçamentárias, como explica o treinador Hugues Ansermoz. “Nós nos concentramos nas disciplinas técnicas. O slalom gigante continua sendo a minha grande preocupação”, disse.
swissinfo com agências
Ouro, Prata e Bronze:
1. Áustria – 3 – 3 – 3
2. Suécia – 3 – 2 – 2
3. Noruega – 2 – 0 – 0
4. Suíça – 1 – 1 – 4
5. Itália – 1 – 1 – 1
6. República Tcheca – 1 – 0 – 0
7. Estados Unidos – 0 – 3 – 0
8. Canadá – 0 – 1 – 0
9. França – 0 – 0 – 1
Ouro, Prata e Bronze:
1. Anja Pärson (Suécia) – 3 – 1 – 1
2. Aksel Lund Svindal (Noruega) – 2 – 0 – 0
3. Mario Matt (Áustria) – 2 – 0 – 0
4. Daniel Albrecht (Suíça) – 1 – 1 – 1
5. Marlies Schild (Áustria) – 1 – 1 – 1
6. Benjamin Raich (Áustria) – 1 – 1 – 0
7. Fritz Strobl (Áustria) – 1 – 1 – 0
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