Sindicatos vão exigir aumento de salários
A União Sindical suíça (USS), maior central de trabalhadores do país, vai exigir reajuste e aumento salarial nas negociações que começam em outubro. No cálculo da USS, cada trabalhar precisa ter 100 fr. de reajuste e 75 fr. de aumento salarial.
A retomada do crescimento econômico não pode servir apenas para aumentar o lucro das empresas. Os assalariados têm direito a um pedaço desse bolo. A opinião é da União Sindical suíça (USS), principal central de trabalhadores do país, com 12 federações sindicais afiliadas e 380 mil membros.
Calculando que a inflação este ano será de 2 p/cento, a USS vai exigir 100 francos suíços (65 dólares) de reajuste e 75 francos de aumento real para todos os trabalhadores.
Especialistas consideram que, dado o contexto atual de crescimento do faturamento das empresas, pelo menos o reajuste salarial os sindicatos devem obter, nas negociações para o ano que vem e que começam em outubro.
CENTRAL TEM POUCO PODER
Como as 12 federações são autônomas para negociar, a USS praticamente não poder político nas negociações com o patronato. O processo de negociação também é feito por setores e o papel principal da USS é fornecer análises que sustentem as negociações. Ela só intervém diretamente quando em caso de impasse nas negociações de um determinado setor.
Na prática, existem dois modelos: discussões setorias entre sindicatos e associações patronais ou negociações diretas dentro das empresas. Aí também os sindicatos só intervém em caso de impasse.
No modelo setorial estão, por exemplo, a construção civil, bancos, relojoaria e gráficos. Dentro de cada empresa, as negociações ocorrem na indústria química, siderurgia e máquinas, alimentação e comércio varejista.
Os sindicatos também vem perdendo membros e as convenções coletivas estão “perdendo qualidade” segundo a União Sindical suíça.
swissinfo com agências.
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