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Suíça manterá neutralidade

O espaço aéreo suíço está fechado aos aviões militares dos beligerantes Keystone

A Suíça permanecerá neutra frente ao conflito no Iraque. O espaço aéreo suíço está fechado aos aviões que participam dos combates e está proibida a exportação de armas.

A posição do governo foi expressa na manhã de quinta-feira ao Parlamento pelo presidente da Suíça, Pascal Couchepin.

O governo suíço lamenta que os Estados Unidos e seus aliados tenham transgredido a Carta das Nações Unidas, que contém valores que eles próprios defendem.

Recurso à força é fracasso

Diante do Parlamento, o presidente suíço Pascal Couchepin disse também que o governo iraquiano tem uma grande responsabilidade no início das hostilidades.

Em presença de um conflito armado entre Estados, sem a aprovação da ONU, a Suíça aplica seu direito à neutralidade, precisou Couchepin.

Concretamente, a Suíça não participará de operações militares, mesmo de maneira indireta; o trânsito e o sobrevôo do território suíço não será autorizado aos beligerantes; as exportações de material de guerra destinado às operações em curso não serão autorizadas.

O conflito é um fracasso para os Estados que decidiram recorrer à força sem conseguir obter um mandato da comunidade internacional, afirmou Couchepin. É também um fracasso para o Conselho de Segurança da ONU, que não pode se manter unido.

Gênio humanitário

Para o governo suíço, trata-se de um perigoso precedente para o sistema internacional e a segurança coletiva. O governo suíço considera essencial restabelecer o mais rápido possível a autoridade do Conselho de Segurança na manutenção da paz e da segurança internacional.

O apelo à solução das divergências entre os membros permanentes do Conselho de Segurança é justificado pelo governo suíço porque a ONU deve continuar a desempenhar seu papel na solução de conflitos.

O presidente suíço lembrou que “o gênio do país o incita a fazer tudo para proteger as vítimas da guerra, favorecer o retorno à paz e lutar contra as causas da violência.”

Ele disse ainda que a população civil iraquiana é duramente atingida o início da década de 90, com as sansões internacionais. A Suíça vai prosseguir seus programas humanitários no Iraque e apóia o trabalho do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

swissinfo com agências

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