Suíça não expulsa diplomatas iraquianos
A Suíça resiste às pressões dos Estados Unidos e decidiu não exulsar os diplomatas iraquianos do país.
Também permanecerão abertas a embaixada em Berna e a missão iraquiana junto às Nações Unidas, em Genebra.
Por duas vezes, dias 14 e 20 de março, a administração Bush solicitou à Suíça o fechamento da embaixada iraquiana em Berna e a missão iraquiana junto às Nações Unidas.
Casos específicos
O mesmo pedido foi formulado a cerca de 60 países, alegando que os diplomatas iraquianos constituem uma ameaça para os interesses dos Estados Unidos e para os cidadãos estadunidenses.
Quarta-feira, o governo suíço tomou uma posição oficial ao afirmar que não há justificativa para tomar tal medida.
Em comunicado enviado à imprensa, o governo explica que pode declarar “persona non grata” quando há sérias suspeitas de cometer atos contra os interesses suíços ou em caso de violação das regras que regem o comportamento diplomático.
A outra possibilidade ocorre quando há ruptura das relações diplomáticas.
Missões dependem da ONU
Esse não é atualmente o caso dos diplomatas iraquianos, conclui o governo suíço. Três diplomatas são credenciados pelo governo suíço na embaixada em Berna.
No caso das missões permanentes junto à ONU, em Genebra, seus membros só podem ser expulsos com o consentimento das Nações Unidas. Nesse caso também a medida não é justificada, considera o governo suíço.
Só as Nações Unidas podem decidir do fechamento de missão e através de uma resolução.
Entre os países que já aceitaram expulsar os diplomatas iraquianos estão Alemanha, República Checa, Romênia, Hungria, Suécia, Tailândia e Austrália.
Entre os que já recusaram, além da Suíça, estão Rússia, Polônia e Portugal.
swissinfo com agências
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