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Suíços abandonam Bagdá

Conflito no Iraque obriga retirada de cidadãos suíços do Iraque. Keystone

O escritório de contato do governo suíço em Bagdá acaba de fechar suas portas. Seus dois diplomatas partiram na terça-feira. Ainda sobram no Iraque dez cidadãos suíços.

Dos dois suíços, que estavam no país como “escudos-humanos”, um partiu e o outro continua em Bagdá.

Os diplomatas Christian Winter e Daniel Beyeler partiram de Bagdá de carro às seis horas da manhã e foram para Amman, a capital da Jordânia. Junto com os dois representantes do governo suíço, estava uma jornalista da Rádio do Oeste Suíço (RSR). O correspondente da Rádio da Suíça Italiana (RSI) preferiu organizar sozinho sua viagem. Essas foram informações divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores da Suíça.

Além dos funcionários e jornalistas suíços, sobraram ainda doze cidadãos no Iraque.

Dois estão no país como “escudos-humanos”. “Um decidiu partir por conta própria e o outro continuará em Bagdá”, explica Daniela Stoffel-Fatzer, porta-voz do ministério.

Agora só são dez

Além dos suíços que partiram, dez suíços ainda estão no Iraque. Em grande parte, são pessoas envolvidas nas organizações internacionais de ajuda. Dois são delegados da Cruz Vermelha Internacional, um é um padre e já vive há anos no Iraque e o resto é composto por cidadãos de dupla-nacionalidade.

Missão diplomática suspendida

O fechamento do escritório de contato em Bagdá não significa que as relações entre o Iraque e a Suíça tenham sido cortadas.

“Essa é apenas uma suspensão momentânea das atividades suíças em Bagdá, assim como ocorreu durante a última Guerra do Golfo. Nossos dois diplomatas irão continuar com as suas atividades a partir de Amman, na Jordânia”, afirma Fatzer. Assim que a paz retornar ao Iraque, a Suíça retornará ao Iraque.

Na região, as embaixadas e consulados estarão abertos. “Temos, através das nossas representações, bons contatos com todos os cidadãos suíços. Eles são informados sobre a atual situação. A decisão de viajar ou não é, porém, pessoal”. Somente em Israel vivem mais de 10 mil pessoas com o passaporte suíço.

Pouca esperança em Bagdá

Segundo Ulrich Tilgner, correspondente da televisão suíça DRS em Bagdá, “a população iraquiana já está conformada com o iminente ataque americano a sua cidade”.

“As decisões estão sendo tomadas no Pentágono em Washington. Os iraquianos pagam então o preço da guerra”, afirma Tilgner.

Muitos iraquianos conseguiram armazenar, nos últimos meses, alimentos e água para o período em que reinar o conflito.

“Nós visitamos muitas famílias nos seus apartamentos e casas. Alguns deles podem sobreviver até doze semanas, sem sair para o exterior. Porém os mais pobres irão morrer de fome, se não for oferecida nenhuma espécie de ajuda”.

swissinfo e agências.

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