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Suíços participaram da festa

Comemorações brasileiras no centro de Zurique Keystone

Na falta de participar diretamente da Copa, os suíços se orgulharam de seus compatriotas da FIFA, de craques famosos que jogaram no País e ensaiaram passos de samba após a vitória brasileira.

A Suíça ficou fora da Copa do Mundo pela segunda vez consecutiva (depois de um jejum anterior de 28 anos até 1994). A indiferença do país em relação ao evento era quase total antes de a bola rolar nos gramados coreanos e japoneses.

Mas foi impossível livrar-se do contágio do Mundial. E, no País, a febre foi aumentando à medida que se definiam as chaves e afunilava o caminho para a final.

Sepp e Zen

Sem transmissão de tv porque a única entidade que dispõe da concessão nacional não quis desembolsar 18 milhões de francos pela Copa, eles ligaram a televisão na França, Alemanha, Itália, Áustria… (Canais estrangeiros não faltam no País. E falar mais de uma língua é normal).

Havia outros motivos que ligavam os suíços à Copa. Além de sediar a FIFA, a entidade máxima do futebol, tem à sua frente Sepp Blatter, o presidente, e Michel Zen-Ruffinen, o secretário geral. Ambos esqueceram suas rivalidades e fizeram o possível para o evento tivessem êxito.

A única falha apontada na organização veio das “mancadas” da arbitragem, concertadas nas últimas partidas, depois de muitos estragos.

Craques

Outros motivos que deixaram os suíços ciosos durante o mundial foram o compatriota Urs Meier, bom árbitro, escolhido para apitar jogos delicados, envolvendo a Coréia do Sul (país organizador, juntamente com o Japão), e vários craques, participantes do evento, que desenvolveram suas habilidades no campeonato suíço.

O mais “suíço” desses jogadores é Oliver Neuville, aquele mesmo que chutou a bola na trave na final Brasil-Alemanha. Neuville nasceu na Suíça, jogou como júnior no Locarno (sul), foi campeão suíço com o Servette de Genebra.

verde-amarelo

Quatro senegaleses desenvolveram suas habilidades com a bola no País: Papa Bouba Diop e Henri Câmara (Neuchâtel Xamax e Grasshoper), Malick Diop (Xamax) e Pae Thiaw (Lausanne). Cite-se também Ike Shorumnu, bom goleiro da Nigéria, além de George Koumantarakis que disputou vários jogos da África do Sul.

Os suíços tiveram, portanto, alguns motivos ou pelo menos pretextos para comemorarem o desfecho da Copa. Estimulados pelos milhares de brasileiros que não contiveram a alegria com a vitória do Brasil e saíram às ruas com os inevitáveis tambores e bandeiras, eles também entraram na festa em que desfiles espontâneos de carros ocorreram por toda as cidades suíças.

Até parecia que a Suíça havia vencido a Copa, não fossem as centenas de bandeiras brasileiras desfraldadas pelo vento.

swissinfo/J.Gabriel Barbosa

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