‘Vamos defender o T-MEC’, diz presidente do México
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse, nesta quarta-feira (7), que seu governo vai defender o tratado de livre comércio da América do Norte, o T-MEC, entre seu país, os Estados Unidos e o Canadá, em meio à guerra comercial lançada por seu contraparte americano, Donald Trump.
O tratado comercial, que os três países mantêm desde 1994 e que foi renovado e relançado como T-MEC em 2020, é vital para a economia mexicana, que envia aos Estados Unidos mais de 80% de suas exportações, que em 2024 superaram os 531 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 3,28 trilhões, na cotação da época), segundo números oficiais.
“Nós vamos defender o T-MEC porque tem sido benéfico para os três países. Se o presidente Trump tiver um enfoque diferente, estaremos preparados para qualquer circunstância, mas evidentemente nós queremos que o T-MEC seja mantido”, afirmou a presidente.
O T-MEC substituiu o antigo Nafta e suas cláusulas estipulam que ele deve ser revisado pelos parceiros a cada seis anos, procedimento que será realizado pela primeira vez em julho de 2026.
Sheinbaum também destacou que, em comentários feitos na terça-feira após reunião com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, o presidente americano disse que o acordo atual “é muito melhor” do que o antigo Nafta.
“Em sua declaração, (Trump) diz: ‘Será revisado em 2026’, e veremos o que acontece. Até o momento, não temos nenhuma outra indicação de que o T-MEC vai desaparecer”, disse a presidente.
Sheinbaum afirmou também que, apesar da ofensiva tarifária lançada por Trump desde que assumiu o poder, em 20 de janeiro, os benefícios do tratado comercial estão vigentes para a maioria das mercadorias que o México exporta.
“O T-MEC foi mantido em muitíssimas áreas, com exceção de alguns temas automotivos, de aço e alumínio, e estamos trabalhando nisso”, argumentou a presidente de esquerda.
Em 2023, o México ultrapassou a China e se tornou o maior parceiro comercial dos Estados Unidos, uma posição que, segundo analistas, pode ser consolidada em meio à escalada tarifária entre Washington e Pequim.
O magnata republicano mantém latente a ameaça de novas taxações contra México e Canadá, aos quais acusa de não fazer o suficiente para combater o tráfico de fentanil e a migração irregular nas fronteiras com os Estados Unidos.
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