Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio:
– Israel demole edifícios no sul do Líbano –
As forças de Israel realizaram demolições neste sábado (18) no sul do Líbano, cenário de intensos combates com o Hezbollah, informou a agência estatal de notícias libanesa.
“O inimigo israelense repete suas operações de detonação de cargas na localidade de Bint Jbeil”, indicou a Agência Nacional de Notícias do Líbano. Também relatou demolições em outros pontos da fronteira.
– Qualquer embarcação que se aproxime de Ormuz será “considerada alvo” –
Os Guardiões da Revolução, o exército ideológico do Irã, advertiram neste sábado que qualquer embarcação que se aproxime do estratégico Estreito de Ormuz será “considerada alvo”.
Pela manhã, o Irã anunciou o fechamento dessa passagem crucial para o comércio de hidrocarbonetos, que havia sido reaberta para a navegação comercial na sexta-feira à tarde.
– Irã relata 3.468 mortos pela guerra –
A Fundação dos Mártires do Irã informou neste sábado pelo menos 3.468 mortos nas quase seis semanas de guerra contra os Estados Unidos e Israel.
Devido às restrições impostas à imprensa, a AFP não pôde verificar de forma independente esse balanço.
– Um soldado israelense morto no sul do Líbano –
O exército de Israel informou neste sábado a morte de um soldado e ferimentos em outros três durante um incidente no sul do Líbano, onde nesta semana começou uma trégua de dez dias.
Anteriormente, o exército havia indicado que a força aérea havia eliminado “uma célula terrorista” que operava perto dos soldados posicionados no sul do Líbano.
– Líder do Hezbollah promete responder aos ataques de Israel –
O líder do Hezbollah, Naim Qasem, afirmou que a trégua de dez dias em vigor com Israel não pode ser unilateral e prometeu responder aos ataques do outro lado.
“Não pode haver cessar-fogo apenas por parte da resistência, deve ser de ambas as partes”, declarou em um comunicado lido pela televisão.
– Irã examina “novas propostas” americanas –
O comandante do Exército do Paquistão transmitiu ao Irã “novas propostas” americanas, anunciou o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, citado pela agência oficial Irna.
“O Irã está analisando e ainda não respondeu”, afirmou o Conselho Supremo. A delegação negociadora do Irã “não fará a mínima concessão” e “defenderá com toda sua força os interesses da nação iraniana”, acrescentou.
– Trump diz que Irã não pode “chantagear” EUA –
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu neste sábado (18) que o Irã não pode “chantagear” Washington com suas mudanças de posição sobre o Estreito de Ormuz, depois que Teerã voltou a anunciar o fechamento do estratégico ponto de passagem marítima.
“Estamos conversando com eles. Eles queriam fechar o estreito de novo – vocês sabem, como vêm fazendo há anos – e não podem nos chantagear”, disse Trump em um evento na Casa Branca.
– Sem internet há 50 dias –
O corte de internet imposto pelas autoridades iranianas no início da guerra entrou em seu 50º dia, informou a ONG NetBlocks, que monitora cibersegurança.
– Líbano prepara negociações com Israel –
O presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro, Nawaf Salam, discutiram no sábado os preparativos para as negociações com Israel, no segundo dia do cessar-fogo no país, anunciou a presidência.
– Hezbollah critica negociações –
“As negociações que o Estado está conduzindo não nos interessam”, declarou Mahmoud Qamati, vice-chefe do gabinete político do Hezbollah.
“Nada impede que o Estado se coordene conosco em qualquer iniciativa destinada a preservar a soberania, mas não dessa maneira, que nos leva à capitulação”, acrescentou.
– Soldado francês morre no Líbano –
Um militar francês morreu e três ficaram feridos após um ataque contra os soldados da ONU, anunciou o presidente da França, Emmanuel Macron, que acusou o movimento pró-iraniano Hezbollah.
A Missão da ONU no Líbano também acusou o movimento pró-iraniano, que negou “qualquer vínculo”.
– Israel estabelece “linha amarela” de demarcação no Líbano –
O Exército israelense estabeleceu uma “linha amarela” de demarcação no sul do Líbano, assim como fez na Faixa de Gaza, para delimitar a zona controlada por suas tropas.
Em um comunicado no segundo dia de trégua, as Forças Armadas israelenses informaram que atacaram suspeitos que se aproximavam, a partir do norte, da “linha amarela”, que não havia sido mencionada até agora.
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