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Um homem que passeia com seu cachorro passa em frente a um muro com o rosto de Robin Williams pintado, em Belgrado, na Sérvia, em 13 de agosto de 2014.

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O ator Robin Williams, que morreu na segunda-feira aos 63 anos depois de supostamente cometer suicídio, sofria de Mal de Parkinson, anunciou sua mulher, Susan Schneider, nesta quinta-feira.

"Robin foi corajoso enquanto lutava contra a depressão, a ansiedade e os primeiros estágios do Mal de Parkinson, sobre o qual não estava preparado para falar publicamente", afirmou Susan em um comunicado.

Ela disse ainda que seu marido não tinha voltado a beber, ou a consumir drogas, mas que estava sofrendo de depressão e de Mal de Parkinson.

"É nossa esperança que, com o trágico falecimento de Robin, outras pessoas achem força para procurar a ajuda e o apoio de que precisam para tratar seja quais forem as batalhas que estejam enfrentando, para que possam sentir menos medo", acrescentou Susan Schneider.

"Robin dedicou muito tempo de sua vida a ajudar outras pessoas. Queria nos fazer rir para que nos sentíssemos menos assustados", lembrou a viúva do ator.

- Um mal neurológico -

Parkinson é uma doença que afeta as células nervosas na parte do cérebro que controla os movimentos musculares, provocando tremor, ou rigidez nas extremidades, além de problemas de equilíbrio e de coordenação.

Os cientistas continuam buscando a origem desse transtorno, que costuma afetar mais homens do que mulheres. Já existem tratamentos que ajudam a combater os sintomas.

Apesar de ser mais comum a partir dos 60 anos, há casos excepcionais como o do também ator Michael J. Fox. Ele foi diagnosticado em 1991, quando tinha apenas 30 anos. Tornou sua doença pública somente em 1998.

Ele se viu forçado a reduzir o ritmo de trabalho, mas continuou no cinema, emprestando sua voz para vários personagens. Nos últimos anos, atuou em várias séries de televisão, como "The Good Wife", ou "The Michael J. Fox Show", pela qual foi indicado a um Globo de Ouro este ano.

O ex-lutador Muhammed Ali, o ator escocês Billy Connolly e o ex-candidato à presidência, filósofo e matemático colombiano Antanas Mockus são algumas das personalidades que também reconheceram sofrer da doença.

- Carinho dos fãs conforta família -

"Desde que faleceu, todos nós que amávamos Robin encontramos algum consolo na tremenda efusão de afeto e admiração manifestada por milhões de pessoas, cujas vidas foram tocadas por ele", disse Susan Schneider.

"Seu maior legado, além de seus três filhos, é a felicidade e a alegria que ele deu a tantas pessoas, sobretudo, àquelas que lutavam batalhas pessoais", acrescentou a viúva.

Susan, com quem Robin Williams se casou em 2011, foi a última pessoa a vê-lo com vida, no domingo à noite, quando ele se despediu para ir dormir.

Na terça-feira, as autoridades americanas anunciaram que Robin Williams foi encontrado morto em um quarto de sua residência na Califórnia, enforcado com um cinto, em circunstâncias que reforçam a tese de suicídio por asfixia.

Seu corpo estava levemente suspenso e havia cortes em seu pulso esquerdo.

O tenente Keith Boyd, assistente do legista-chefe do condado de Marin, perto de São Francisco, destacou que a investigação continua, e que a polícia ainda vai ouvir pessoas ligadas ao artista.

Robin Williams lutava contra a depressão e havia buscado ajuda para superá-la, nos últimos tempos. No passado, também enfrentou problemas com álcool e com drogas.

As autoridades esperam receber em no máximo seis semanas os resultados dos testes toxicológicos que os legistas estão fazendo no corpo do ator. O tenente Boyd não disse se havia drogas na casa.

AFP