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Casos de COVID-19 disparam no Paraguai

Um homem carrega kits com suprimentos distribuídos por militares em uma área de baixa renda em Assunção, em 20 de maio de 2020, em meio à pandemia de coronavírus. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. julho 2020 - 23:01
(AFP)

O ministro da Saúde do Paraguai, Julio Mazzoleni, pediu nesta terça-feira à população que continue respeitando os protocolos de prevenção da pandemia de COVID-19, após infecções e mortes dobrarem em um mês.

"Quero motivar as pessoas a continuarem apegadas a todo o êxito nos deram até agora", disse o secretário de Estado em entrevista coletiva.

"Temos que continuar lutando contra esse jogo fora dos hospitais", acrescentou o ministro, que justificou a prorrogação até o final do mês da fase 3 da flexibilização da quarentena que terminaria nesta quinzena.

O Paraguai reabriu seus restaurantes e parques e a prática de alguns esportes, mas com restrições.

Apesar do aumento de casos e mortes, o Paraguai é o país com menos mortes na América Latina: 20.

Os centros de saúde começaram a ter escassez de leitos de terapia intensiva. "Cinquenta por cento dos leitos são ocupados por patologias não relacionadas à COVID-19. Estamos preparando uma oferta maior de leitos", disse o ministro.

A polícia reforçou a vigilância nas penitenciárias de Assunção e de Ciudad del Este (na tríplice fronteira com o Brasil e a Argentina), onde os presos pedem para recuperar as visitas sociais.

"É um cenário complicado", disse o ministro Mazzoleni, embora tenha dito que o governo está analisando a situação para evitar motins.

As autoridades de saúde detectaram cerca de 600 infectados na penitenciária de Ciudad del Este, 75 dos quais foram identificados como guardas.

Ciudad del Este, adjacente a Foz de Iguaçú (Brasil) e Puerto Iguazú (Argentina), distante 350 km a leste da capital, registra o maior número de casos, juntamente com a área metropolitana da capital.

A fronteira altamente permeável registra a travessia clandestina diariamente pelo rio Paraná.

Pelo menos seis pessoas morreram afogadas entre maio e junho enquanto tentavam evitar o controle das fronteiras.

Com 1,6 milhão de casos e 65.500 mortes, o Brasil é o país mais atingido pela doença no mundo, depois dos Estados Unidos. É o principal país de destino das mercadorias paraguaias.

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