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Cerca de 80% dos chilenos querem mudança da Constituição

Chilenos participam em Santiago de consulta municipal sobre a reforma da Constituição afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. dezembro 2019 - 16:48
(AFP)

Em uma consulta municipal voluntária e não vinculante considerada bem-sucedida e que contou com a participação de mais de 2 milhões de pessoas, os chilenos confirmaram seu apoio a uma nova Constituição, para substituir a herdada da ditadura, informaram autoridades nesta segunda-feira.

A contagem preliminar totalizou 2,1 milhões de eleitores. Pelo menos 80% do total apoiaram a criação de uma nova Constituição, informou a Associação Chilena de Municípios.

"Ninguém pode se fazer de surdo quando mais de dois milhões de pessoas estão dizendo que querem uma nova Constituição", disse Germán Codina, prefeito do município de Puente Alto, localizado nos arredores de Santiago, destacando o sucesso da consulta.

Em novembro, depois que os prefeitos decidiram chamar a comunidade para consulta, o Congresso chileno selou um acordo histórico para convocar um plebiscito em abril de 2020, onde será decidido se deve ou não formular uma nova Constituição para substituir a herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Da mesma forma, nessa consulta nacional e voluntária será decidido que, no caso de formulação de um novo documento, este será elaborado por uma comissão constituinte conjunta, formada igualmente por legisladores e delegados, ou por meio de uma "convenção constitucional", uma figura que funcione como Assembleia Constituinte.

Na consulta de domingo, uma grande maioria aderiu à fórmula de uma constituinte, com novos nomes criando o documento, em consonância com os altos níveis de desaprovação da classe política e do presidente Sebastián Piñera com apenas 13% de aprovação, de acordo com uma pesquisa da consultoria local Cadem publicada nesta segunda-feira.

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