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Chile supera 220.000 infecções e 3.600 mortos por coronavírus

Vista aérea do enterro de uma vítima da COVID-19 no Cemitério Geral de Santiago, em 15 de junho de 2020, em meio à pandemia de coronavírus. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. junho 2020 - 20:27
(AFP)

O Chile, um dos países mais afetados pela pandemia, superou 220.000 infectados e 3.600 mortos por coronavírus. O governo reforçou as medidas de quarentena impostas a quase metade de seus 18 milhões de habitantes.

Nesta quarta-feira (17), as autoridades de saúde anunciaram 4.757 novas infecções nas últimas 24 horas e outras 232 mortes.

Com esses números, o número total de infectados atingiu 220.628 e as mortes já somam 3.615 desde o primeiro caso relatado no país em 3 de março.

Depois de mais de um mês de confinamento em Santiago, onde vivem sete milhões de pessoas, o número de contágios e mortes não diminuiu, principalmente devido à falta de adesão à quarentena, que só conseguiu reduzir a mobilidade em 30%.

As autoridades anunciaram nesta quarta-feira uma redução de cinco para duas permissões de saída por pessoa por semana, mas se recusaram a colocar a cidade para "hibernar", como solicitado por especialistas.

"Não é possível executar uma medida como essa, porque ficaríamos sem serviços básicos", disse o ministro da Saúde, Enrique Paris, ao entregar o relatório diário.

Autoridades anunciaram que vão restringir as autorizações para atividades essenciais que permanecem em funcionamento na quarentena, renovada por mais uma semana em Santiago.

"Não é possível falar sobre 'hibernação', mas vamos restringir o movimento o máximo possível", disse Katherine Martorell, vice-secretária de Prevenção ao Crime.

Também será exigida uma autorização específica para funcionários públicos e empregados de serviços e comércio essenciais, que circulavam apenas com uma credencial.

Inicialmente a quarentena foi amplamente respeitada e no primeiro dia restringiu os deslocamentos em 85%, mas a adesão perdeu a força ao longo das semanas.

Segundo a polícia, desde o início da pandemia, 100.000 pessoas foram detidas no país por não cumprirem a norma.

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