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Começa campanha para histórico plebiscito constitucional no Chile

Povos indígenas mapuche marcham durante protesto em Curacautin, região da Araucânia, Chile, em 9 de agosto de 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. agosto 2020 - 17:41
(AFP)

Trinta e dois anos após o histórico plebiscito que pôs fim à ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), os chilenos se preparam para voltar às urnas em 25 de outubro para definir em referendo se mudam ou não a Constituição herdada do regime.

A votação, cuja campanha eleitoral começa nesta quarta-feira, é considerada a mais importante em três décadas de democracia, abrindo pela primeira vez a possibilidade de fazer mudanças profundas no sistema político e econômico do Chile após as demandas surgidas após a eclosão social de 18 de outubro do ano passado.

"O fato político mais relevante é remover o legado da ditadura que continua amarrando como uma camisa de força a possibilidade de mudanças políticas e sociais no Chile", disse à AFP Claudia Heiss, acadêmica do Instituto de Relações Públicas da Universidade do Chile.

Uma nova Constituição pode abrir "uma conversa que estava encerrada até agora", acrescenta a especialista, sobre a possibilidade de agregar políticas públicas que hoje nem podem ser discutidas por serem consideradas constitucionais, como políticas mais redistributivas ou que dão mais participação a minorias.

Concebida como uma válvula de escape após a crise social gerada a partir dos grandes protestos de rua de outubro de 2019, a consulta perguntará aos eleitores: "Você quer uma nova Constituição?" Eles devem responder "Eu aprovo" ou "Rejeito".

Eles também serão solicitados a determinar que tipo de órgão redigirá a nova Constituição se ela for aprovada: uma Convenção Mista, composta por eleitos e legisladores, ou uma Convenção Constitucional, uma espécie de assembleia constituinte composta apenas por membros eleitos.

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