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Cuba indulta 2.604 presos, a maior cifra desde 2015

(Arquivo) Esse será o primeiro indulto na ilha desde a posse do presidente Miguel Díaz-Canel, e se trata do mais abrangente perdão concedido pelo governo socialista desde setembro de 2015 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 19. julho 2019 - 17:50
(AFP)

Cuba indultou 2.604 presos, o maior número em quatro anos, beneficiando aqueles que cumpriram pelo menos um terço da pena e demonstraram boa conduta, sem estar envolvidos em crimes como homicídios e violações, informou nesta sexta-feita na imprensa oficial.

A decisão do Conselho de Estado foi tomada com base em um dos postulados da nova Constituição, vigente desde abril, que "favorece a reinserção social das pessoas privadas de liberdade", assim como por solicitações de familiares, em uma política "estabelecida pelo governo cubano há vários anos", informou o jornal Granma.

A lista de beneficiados ainda não foi divulgada nem quando o indulto será realizado.

Esse será o primeiro indulto na ilha desde a posse do presidente Miguel Díaz-Canel, e se trata do mais abrangente perdão concedido pelo governo socialista desde setembro de 2015, quando o governo de Raúl Castro libertou 3.522 presos antes da visita do papa Francisco.

Em janeiro do mesmo ano, como gesto de boa vontade após a histórica distensão com os Estados Unidos, foram indultados 53 presos que Washington considerava como "presos políticos", uma categoria que o governo da ilha rechaça.

Cuba também acolheu um pedido do Pontífice e indultou 787 presos em 2016. Antes houve outro indulto em dezembro de 2011: 2.991 presos por razões humanitárias com a visita do papa Bento XVI (em 2012).

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