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ELN libera três civis no nordeste da Colômbia

Reconhecida como a última guerrilha da Colômbia, o ELN conta com cerca de 2.300 combatentes afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 23. agosto 2020 - 21:46
(AFP)

A guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) libertou três civis neste domingo no nordeste da Colômbia, em meio a uma deterioração da segurança pública marcada por múltiplos massacres em diferentes partes do país.

"As três pessoas estão em condições de saúde adequadas. Entre os liberados está um menor", disse o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em nota após receber os reféns na região de Catatumbo, departamento do Norte de Santander.

As identidades dos libertados não foram divulgadas, nem há quanto tempo estavam detidos.

O CICV "lembra a todos os atores armados que eles devem (...) excluir a população civil do confronto, já que ela continua sofrendo as piores consequências do conflito e da violência armada", disse a organização humanitária.

Até o momento este ano e até 17 de agosto, a ONU registrou 33 massacres em diferentes regiões do país, como Nariño (sudoeste) e Norte de Santander, onde operam diferentes grupos armados.

Em entrevista à AFP, o ELN negou sua participação em um dos massacres ocorridos no município de Samaniego, Nariño, pelo qual responsabilizou grupos "narcoparamilitares".

Fazendo fronteira com a Venezuela, Norte de Santander é um dos bastiões do ELN, que enfrenta gangues criminosas pelo controle de milhares de hectares de folha de coca, matéria-prima da cocaína.

O fim dos sequestros é uma das condições impostas pelo presidente Iván Duque para retomar as negociações de paz com os rebeldes, junto com o fim de toda "atividade criminosa".

O ELN sempre se recusou essas exigências por considerar imposições unilaterais.

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