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EUA proíbe a entrada de ex-altos funcionários venezuelanos

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, se reúne com a ministra das Relações Exteriores da Austrália, Marise Payne, no Departamento de Estado de Washington, DC, em 27 de julho de 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. julho 2020 - 17:48
(AFP)

Os Estados Unidos proibiram a entrada de dois ex-altos funcionários do governo Nicolás Maduro, depois de terem sido apontados por Washington por supostos vínculos com os apagões que arruinaram o país em 2019.

Luis Alfredo Motta, ex-ministro de Energia Elétrica da Venezuela, e Eustiquio José Lugo, ex-vice-ministro de Finanças, Investimentos e Alianças Estratégicas, foram acusados de corrupção pelo Departamento de Estado não podem entrar no país por tempo indeterminado.

"Eles são acusados por aceitar benefícios financeiros, incluindo subornos e comissões ilegais em troca de contratos para fornecer equipamentos à empresa estatal Corpoelec", disse o chefe da diplomacia americana Mike Pompeo.

Os dois ex-funcionários também foram acusados de desviar fundos públicos em benefício próprio. O governo Trump lidera uma campanha internacional para afastar Maduro, por considerar fraudulenta sua reeleição em 2018, além de acusá-lo de corrupção, violações de direitos humanos culpá-lo pelo desastre econômico da antiga potência do petróleo.

O Departamento de Estado indicou que além dos ex-funcionários, seus familiares mais próximos também estão proibidos de entrar nos Estados Unidos.

Momentos depois, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, classificou as medidas contra os ex-funcionários de "pura farsa".

Pompeo "obstrui as investigações de corrupção e as auditorias de sua própria administração, mas se apresenta como o campeão da luta contra a corrupção em outros países. Padrão duplo típico da elite corporativa dominante nos EUA", escreveu Arreaza no Twitter.

Motta é um general aposentado que foi afastado do cargo de ministro em abril de 2019 em meio aos blecautes que causaram o caos no país.

Lugo foi responsável pelas aquisições da Corpoelec, segundo as autoridades americanas.

Ambos enfrentam acusações de lavagem de dinheiro em um tribunal da Flórida, um processo que remonta a junho de 2019.

Em seus esforços para remover Maduro, o governo Trump reconheceu o chefe do Parlamento venezuelano, Juan Guaidó, como presidente interino.

O delegado de Guaidó em Washington, Carlos Vecchio, afirmou que os dois ex-funcionários são responsáveis, juntamente com Maduro, pela crise de eletricidade que "continua atingido mais de 80% da Venezuela" e é especialmente aguda no estado de Zulia.

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