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Google descobre operação de hacking de anos contra iPhones

Especialistas em segurança da Google descobriram que uma operação de hacking afetou celulares iPhones durante ao menos dois anos afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. agosto 2019 - 19:12
(AFP)

Especialistas em segurança da Google descobriram que uma operação de hacking afetou celulares iPhones durante ao menos dois anos, implantando através de sites softwares maliciosos (malwares) para acessar fotos, a geolocalização dos usuários e outros dados.

Em um artigo publicado nesta quinta-feira no blog do Google Project Zero, os especialistas afirmaram que os sites hackeados para abrigar estes ataques recebem milhares de visitas por semana. Não especificaram quais sites foram afetados.

"Uma simples visita a um dos sites hackeados era suficiente para que o servidor atacasse seu dispositivo e, se obtinha sucesso, instalasse um programa de monitoramento", explicou Ian Beer, do Project Zero.

Uma vez instalado, o software malicioso "primeiro roubava os arquivos e baixava os dados de geolocalização", acrescentou, detalhando que também podia acessar mensagens criptografadas compartilhados através de aplicativos como Telegram, WhatsApp e iMessage.

O serviço de mensagens do Google - Google Hangouts - e o Gmail também foram foram afetados, disse Beer nesta publicação, que fornece detalhes sobre como o programa maligno atacou e explorou as vulnerabilidades do iPhone.

A maioria destas falhas se encontram no navegador Safari, segundo Beer, que diz que a equipe do Zero Project os descobriu em quase todos os sistemas operativos, desde iOS 10 até a versão atual iOS 12.

Uma vez no iPhone, o programa malicioso transmitia os dados capturados, incluindo a geolocalização a cada minuto.

Segundo Beer, a Google informou a Apple destes ataques em fevereiro, e depois disso a empresa realizou uma correção de segurança para o iOS 12.1.

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