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Grupos de direitos humanos apoiam Glenn Greenwald após ataques

O jornalista americano Glenn Greenwald, fundador e editor do site The Intercept durante uma audiência no Congresso em Brasília, em 25 de junho de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 31. julho 2019 - 23:41
(AFP)

Dezenas de grupos de direitos humanos manifestaram seu apoio no Brasil ao jornalista americano Glenn Greenwald nesta quarta-feira (31) , depois de que o presidente Jair Bolsonaro o qualificou de "militante" e sugeriu que ele poderia ser preso.

Greenwald, que vive no Rio de Janeiro, é o cofundador do site The Intercept Brasil, que desde o início de junho vem publicando reportagens centradas em conversas privadas que põem em dúvida a imparcialidade do ex-juiz e atual ministro Sergio Moro ao julgar o caso que levou à prisão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O jornalista disse à AFP no mês passado que desde o início dos vazamentos recebeu ameaças "grotescas" contra ele, seu marido, David Miranda, e seus filhos adotivos.

Um comunicado assinado por 26 grupos de direitos humanos e de liberdade de imprensa rejeitou, nesta quarta, a "onda de ataques e ameaças" contra Greenwald e outros membros do The Intercept Brasil.

"A liberdade de imprensa e de informação são os pilares da democracia, elas transcendem diferenças políticas e devem ser a garantidas e protegidas a todo custo", afirmaram Repórteres sem Fronteiras, Human Rights Watch e PEN International, entre outros.

Milhares de jornalistas, artistas e ativistas se reuniram no Rio de Janeiro na terça-feira em um ato de apoio a Greenwald, horas depois de Bolsonaro chamá-lo de "militante".

No sábado, o presidente questionou o trabalho do jornalista e disse que ele poderia ser preso no Brasil.

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