Navigation

Jogadora brasileira pede ajuda para sair de Wuhan por novo coronavírus

Equipe médica com trajes de proteção circulam pelo hospital da Cruz Vermelha em Wuhan, 25 de janeiro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 31. janeiro 2020 - 21:20
(AFP)

A jogadora de futebol Millene Fernandes pediu ao governo brasileiro que a ajude a deixar a cidade chinesa de Wuhan, epicentro da epidemia do novo coronavírus, onde está de quarentena, sem sair de seu apartamento há doze dias.

"Hoje a preocupação é muito grande, não saímos de casa há vários dias devido a nossa segurança. É claro que hoje pretendemos deixar a China, pensando na nossa saúde, e esperamos que o governo brasileiro possa nos ajudar", disse a jovem de 25 anos em um vídeo enviado nesta sexta-feira à AFP pelo seu assessor de imprensa.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que seu governo está analisando de que forma repatriar os brasileiros que estão na região afetada pela epidemia, mas que para isso o país precisa aprovar uma legislação que garanta que estes cidadãos vão permanecer em quarentena por um período assim que voltarem.

"Quem quer vir para cá tem que se submeter aos trâmites de proteção dos 210 milhões que estão aqui", disse Bolsonaro a jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada.

O Brasil não tem nenhum caso confirmado do novo coronavírus até o momento. As autoridades aguardam o diagnóstico de 12 casos considerados suspeitos.

Segundo informações da imprensa, há 70 cidadãos brasileiros registrados em Wuhan, embora muitos deles teriam deixado a cidade antes de esta ser declarada em quarentena.

A atacante deixou o Corinthians no final do ano para jogar pelo Wuhan Xinjiyuan, time da cidade chinesa. Depois de chegar no país em 16 de janeiro, ela está confinada em casa desde o dia 20.

"Quero jogar no futebol chinês, mas não sabemos quais serão os próximos passos, o campeonato foi adiado e não sabemos quando ele começará", disse.

O clube de Wuhan a autorizou a sair, por empréstimo, para outra equipe até que a situação melhore, afirmou.

"O clube tem me dado todo apoio e mostrou sua preocupação, mas infelizmente não há muito que eles possam fazer", acrescentou a jogadora.

O aeroporto de Wuhan está fechado desde 23 de janeiro e a evacuação de estrangeiros é muito complexa, devido ao medo de que o vírus se espalhe para outros países.

Centenas de cidadãos estrangeiros, especialmente europeus, foram repatriados com o apoio das autoridades de seus respectivos países.

Segundo a imprensa, existem cerca de 70 cidadãos brasileiros registrados em Wuhan, embora muitos deles tenham partido antes da cidade ser declarada em quarentena.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.