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Morales diz ter recebido oferta de tratamento para a covid de aliados

Evo Morales em foto de 11 de novembro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. janeiro 2021 - 23:27
(AFP)

O ex-presidente Evo Morales revelou nesta quinta-feira (14) que os governos de Argentina, Cuba e Venezuela lhe ofereceram tratamento em seus países para a covid-19 e que está em uma clínica boliviana sob os cuidados de uma junta médica do exterior.

"O presidente Alberto Fernández ofereceu me levar e me tratar na Argentina, igualmente o irmão presidente (da Venezuela, Nicolás) Maduro, o governo de Cuba, toda a disposição", afirmou o governante, segundo uma entrevista divulgada pela rádio privada Pan-americana.

O esquerdista Evo Morales (2006-2019) mantém estreitos laços políticos com os governantes Fernández, Maduro e Miguel Díaz-Canel.

Ele acrescentou que "há uma junta médica que está me acompanhando e, de acordo com a recomendação médica, devo estar ainda na clínica" e que é "uma junta médica do exterior", sem dar maiores detalhes. O jornal El Deber disse na véspera que os médicos são cubanos.

Na entrevista, destacou que se sente "muito fortalecido, com muito ânimo".

O ex-presidente boliviano, que se demitiu em novembro de 2019 após uma forte revolta social após 14 anos no poder, revelou na quarta-feira passada ter sido informado que é portador do vírus que está em uma segunda onda no país.

Morales, internado em uma clínica privada na cidade de Cochabamba (centro), disse ter sido submetido nesta quinta-feira a revisões médicas e que "há um momento fizermos algumas radiografias", sem dar maiores detalhes.

Desde que voltou em novembro à Bolívia, procedente da Argentina, onde ficou refugiado, o ex-presidente teve várias reuniões com dirigentes do seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS), para organizar as eleições de governadores e prefeitos de 7 de março.

A imprensa local reportou que no fim de semana passado foram celebradas reuniões na região cocalera de Chapare, seu reduto, no centro do país.

A Bolívia, com 11,5 milhões de habitantes, acumula de março até agora mais de 178.810 contagiados e mais de 9.490 mortos pela covid-19.

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