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Novos protestos na Argentina contra o governo e o confinamento

O presidente argentino anuncia na Casa Rosada nova medida para conter a Covid-19 no país afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. outubro 2020 - 23:17
(AFP)

Milhares de pessoas se manifestaram novamente nesta segunda-feira (12) em várias cidades da Argentina em oposição ao governo de Alberto Fernández, sob o lema "por justiça e liberdade", enquanto o país continua confinado devido à pandemia de covid-19.

No centro de Buenos Aires, dezenas de carros se juntaram em uma caravana, com manifestantes marchando com bandeiras argentinas e cantando o hino nacional.

A marcha de oposição foi replicada em outras cidades, como Mar del Plata (sul), Corrientes (oeste), Salta (norte) e Córdoba (centro).

Além do tradicional Obelisco, epicentro do protesto em Buenos Aires, a convocatória convidava a marchar até a residência presidencial de Olivos, bem como ao domicílio na capital do ex-presidente (2007-2015) e atual vice-presidente Cristina Kirchner.

"Discordar de um governo faz parte da democracia. Mobilizar, mesmo com o risco que implica uma pandemia, também. Mas promover um chamado para um protesto na casa de uma pessoa só incentiva a cisão e prejudica essa convivência democrática", tuitou o presidente Fernández.

Vários líderes da governamental Frente de Todos repudiaram a convocação à casa de Kirchner, cujo endereço foi divulgado em um jornal matutino.

Embora a quarta manifestação tenha sido convocada pelas redes, alguns dirigentes da oposição se juntaram como Patricia Bullrich, chefe do Pro (Proposta Republicana, à direita), partido fundado e liderado pelo ex-presidente liberal Mauricio Macri (2015-2019).

Bullrich, que já havia convocado outra marcha da oposição em agosto e duas semanas depois testado positivo para coronavírus, disse que estava protestando "pela economia, saúde, educação e liberdade dos argentinos".

Em frente a Olivos, nesta segunda-feira houve momentos de tensão entre grupos políticos oficiais e de oposição. Um cordão policial impediu o confronto.

Em meio a uma prolongada quarentena em vigor desde 20 de março e ao apagão da economia, um setor da oposição endureceu suas críticas, alimentando o mal-estar de uma sociedade atingida desde 2018 pela recessão.

O presidente anunciou na sexta-feira um novo prazo para o confinamento até 25 de outubro, desta vez focado nas províncias, onde se registra a maior parte das infecções, enquanto se flexibilizam as medidas em Buenos Aires e sua periferia.

Na Argentina, existem cerca de 894.000 casos de covid-19 com 23.868 mortes.

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