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Piñera pede que chilenos votem em plebiscito e condenem a violência nos protestos

Um manifestante pinta de vermelho o monumento do General Baquedano perto de uma bandeira nacional chilena durante um protesto contra o governo do presidente Sebastian Pinera na praça Plaza Italia, em Santiago, em 16 de outubro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 19. outubro 2020 - 20:59
(AFP)

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, pediu nesta segunda-feira (19) que os chilenos votem em massa no plebiscito constitucional do próximo domingo e que condenem a violência que marcou a grande manifestação convocada na véspera para comemorar o aniversário do início dos protestos de 2019.

Cerca de 30 mil pessoas, segundo o governo, se reuniram por horas no domingo na Praça Itália, epicentro das manifestações durante este ano, em um ambiente inicialmente festivo e pacífico. No final do dia, porém, surgiram atos de extrema violência, que culminaram no incêndio de duas igrejas históricas, atacadas por manifestantes encapuzados.

"Ontem, nós, chilenos, vimos dois comportamentos e duas realidades", disse o presidente. Por um lado, acrescentou, dezenas de milhares de chilenos que se manifestaram pacificamente e, por outro, "uma minoria de criminosos que desencadeou uma onda de violência, saques e vandalismo, incluindo o incêndio de duas igrejas de alto valor histórico e patrimonial".

O presidente explicou que durante o domingo aconteceram mais de 107 eventos violentos em todo o Chile, que levaram à prisão de 643 pessoas e deixaram 118 policiais feridos.

"Esta ação criminosa deve ser condenada por todos nós que acreditamos na democracia e queremos viver em paz. E devemos condenar não só aqueles que praticam diretamente atos de violência criminosa, mas também aqueles que, de uma forma ou de outra, os promovem, apoiam ou justificam", acrescentou Piñera.

A manifestação ocorreu uma semana antes de os chilenos irem às urnas para votar em um plebiscito histórico que consultará se a população quer ou não a mudança da Constituição que permanece como herança da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) e sobre o órgão que ficaria responsável por reescrevê-la.

Piñera, que não declarou publicamente se é favor do "Aprovo" ou "Rejeito" na votação, convocou os chilenos a votarem. "Queremos chamar, com grande entusiasmo, cada um dos nossos compatriotas a participar e votar no plebiscito do próximo domingo porque todas as posições e todas as opiniões contam e são importantes em uma democracia", disse o presidente.

As pesquisas antecipam uma ampla vitória da opção "Aprovo".

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