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Quatro feridos e 10 detidos em protesto na Nicarágua

O representante da opositora Aliança Cívica pela Justiça e pela Democracia (ACJD), Juan Sebastián Chamorro (2º à esq.), lê um comunicado em Manágua, em 28 de março de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. março 2019 - 23:18
(AFP)

Ao menos quatro pessoas ficaram feridas e 10 foram detidas neste sábado em um protesto na Nicarágua, um dia depois do governo se comprometer a respeitar o direito cidadão à manifestação.

Há "quatro feridos, um deles é do grupo de choque" do governo, e 10 opositores detidos, informou a porta-voz da opositora Unidade Nacional Azul e Branco (UNAB) Silvia Gutiérrez.

Os feridos foram registrados no shopping center Metrocentro, em Manágua, onde mais de 150 manifestantes se concentraram para marchar em uma avenida próxima.

Nesse momento, centenas de policiais de choque armados obrigaram os manifestantes a retrocederem, em meio a confrontos que terminaram com ao menos três detidos, observou um fotógrafo da AFP.

Minutos depois, um homem que estava dentro do shopping começou a atirar contra os manifestantes, ferindo três pessoas.

Após os disparos, os presentes perseguiram e bateram no agressor, até ele cair no chão.

De acordo com um vídeo que circula nas redes sociais, um dos manifestantes encontra no bolso do agressor uma carteirinha que supostamente o vincula ao partido do governo.

A polícia acusou, em um comunicado, os manifestantes de alterarem a ordem pública e de lincharem o agressor, que foi levado ao hospital em estado delicado de saúde.

O Canal 10 de Televisão informou que a polícia agrediu dois jornalistas desse meio, que estavam no local cobrindo o protesto.

A UNAB reportou outras seis detenções em outros pontos da capital e na cidade de León.

Na sexta-feira, o governo de Daniel Ortega se comprometeu na mesa de diálogo com a oposição a restituir vários direitos cidadãos, entre eles o de concentração e manifestação.

"Condenamos energicamente a flagrante violação dos direitos das pessoas que haviam se reunido pacificamente" para protestar, denunciou no Twitter a opositora Aliança Cívica pela Justiça e pela Democracia (ACJD), que negocia com o governo para buscar uma saída para a crise.

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