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Rei do Marrocos pede civilidade ante avanço do coronavírus no país

Em foto divulgada pelo Palácio Real Marroquino, o rei Maomé VI faz um discurso em comemoração ao 67º aniversário da Revolução do Rei e do Povo em 20 de agosto de 2020. Ao seu lado, seu irmão Príncipe Moulay Rachid e seu filho Príncipe Herdeiro Moulay Hassan afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. agosto 2020 - 23:01
(AFP)

O rei do Marrocos, Maomé VI, expressou nesta quinta-feira (20) sua preocupação com a "excepcional multiplicação de casos de infecção" da COVID-19 no país, e pediu prudência aos cidadãos para evitar um novo confinamento.

Desde o início de agosto, os contágios dispararam no Marrocos, com mil novos casos por dia. O país de 35 milhões de habitantes registrou 1.325 novas infecções e 32 mortes na quinta-feira, elevando o total para 47.638 casos confirmados desde março, incluindo 775 mortos e 32.806 pessoas curadas.

“Sem o respeito estrito e responsável às normas de saúde, o número de infecções e mortes vai aumentar”, alertou o monarca, que destacou que, se isso acontecer, “os hospitais não terão mais condições de enfrentar à pandemia”.

Segundo ele, se essa tendência de alta persistir, a comissão científica encarregada de acompanhar a evolução do coronavírus pode defender o retorno ao confinamento. “As repercussões sociais e econômicas seriam difíceis para todos os cidadãos”, disse Maomé.

Para conter a pandemia, as autoridades aprovaram várias medidas de restrição nos últimos dias, implantando tanques e bloqueios de estradas. Casablanca e Marrakesh, as capitais econômica e turística do país, voltaram a uma forma de quarentena severa na quinta-feira. Em várias cidades, como Rabat e Tânger, bairros onde foram registrados surtos foram fechados e diversas praias foram fechadas.

Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se declarou preocupada com a "tendência de alta" das infecções no Marrocos e instou o país a "fazer mais" para achatar a curva.

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